Ola mundo

Sacabao [ go ]

Bom, pois dentro de 14 horas colhemos o voo para Galiza. No aviom escreverei o último post que publicarei a chegada.

Vemo-nos na terra!

[ 0C ] [ November 28, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Um dia no mercado negro de Ulán Bator [ go ]

Dentro de 45 minutos colhemos o comboio para China. Lá vam umhas fotos do mercado negro de Ulán Bator.

Xau Mongolia!

[ 0C ] [ November 26, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Toque de queda em Mongolia [ go ]

Se o outro día comentava que nom sabiamos com seguridade porque a gente andava com mascarilhas por Ulán Bator, hoje saimos de duas. O nivel de paranoia com a gripe A é desorbitado neste país. O governo dictou fai uns días um toque de queda para todos los locais públicos a partir das 21:00. A essa hora todo deve estar pechado (e nós sem cear).

Hoje foi um dia duro, tivemos umha tentativa de atraco pouco depois de sair do hotel. Dous rapaces romperom o bolso da Pili com umha navalha para tentar roubar o que levava dentro. Dimo-nos conta e desistirom mas já te quedas com um pouco de mal rolho no corpo. A rua estava ateigada de gente mas polo visto esto nom é problema para os carteristas.

Pouco depois tivemos também contacto com um neno rata. Estava-mos tentando visitar um templo budista da cidade (pechado pola gripe A igual que todos os edificios de museios e espectáculos) quando se nos achegou um neno a pedir-nos quartos. O rapaz estava numhas condiçons lamentáveis.

Já tenho comentado que Ulán Bator é a capital do mundo com temperaturas mais baixas. No inverno é singelo que as temperaturas baixem a -40ºC. Como Mongolia é também um dos países mais pobres do mundo, resulta que os indigentes (e muitos nenos) durmem nas alcantarilhas da cidade, onde a temperatura é um pouco maior. Podede-vos imaginar-vos o que supom para a salubridade ter que viver rodeado de merda, literalmente.

A situaçom com o rapaz foi mui dificil, somos conscientes que dar-lhe cartos ou comida nom é soluçom e de facto é contraproducente mas o coraçom se parte com cada negativa. Pasamo-lo mal.

Do resto pouco que contar, todo está pechado nesta cidade assip que pouco fazemos aparte de pasear pola cidade. Hoje temos planejado ir ao mercado negro (um dos mais grandes de Asia), a ver que se coce. Manhá já nos vamos para China na última viagem em comboio de 30 horas.

[ 0C ] [ November 24, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Ulám Bator, contaminaçom e gripe A [ go ]

Levamos já um dia em Ulám Bator. Onte chegamos cansadísimos da viagem em comboio e apenas caminhamos um pouco pola cidade. Comimos no hotel (um restaurante chino bastante malo) e fixemo-nos umha ceia a base de queixo e embutido regado com um chianti italiano. Estava-mos cansos ;-)

A primeira impressom que te levas da capital mongola é a contaminaçom que há. Saquei um par de fotos desde a janela da habitaçom do hotel.

Aspecto às 09:00

Aspecto às 12:00

A medida que vam pasando as horas a nuvem de fume se vai reducindo, nom assim o cheiro a queimado que o invade todo. A cidade têm tres centrais térmicas de carbom metidas no medio e medio. Além, nos bairros pobres nom chega a electricidade, ou se chega as pessoas nom podem pagala para usa-la para quentar as casas assip que queimam qualquer cousa que atopam e o resultado de todo esso é a pestilencia e o fume tam exagerado que há. Investigando um pouco, seica que os casos de cancro de pulmom, bronquites e neumonías som elevadísimos.

A temperatura é oscilante, nom como em Siberia onde grau arriba abaixo mais ou menos estavas sempre a mesma temperatura. Aquí a primeira hora da manha podes estar a -21ºC e a meia tarde a uns agradáveis -6ºC. E nom é conha, a estas alturas até nos parece cómodo estar só a menos 6.

O fume e as temperaturas tam agresivas fam que nom saiamos do hotel até o meiodía. Realmente custa respirar.

A cidade polo demais está bastante cascada, muitas das aceras estám sem pavimentar e se atopam contrastes bastante grandes, como pontos de wifi gratuitos no medio dumha zona que têm necesidades mais urgentes para o comum dos habitantes.

No centro os contrastes se acentuam, com edificios grandes e majestuosos, modernos e innovadores, e ao lado casas em estado calamitoso.

Ontem tentamos ir aos museios mais importantes da cidade. Pero estám pechados com a paranoia da gripe A. A maior parte da gente anda com mascarilhas postas, ainda nom sabemos mui bem se por culpa da contaminaçom ou da gripe. A ver se investigamos.

Seguimos a festa, hoje iremos a ver templos budistas e a sumergirnos na gastronomía mongola, que de seguro nom nos vai a deixar indiferentes.

[ 0C ] [ November 23, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Traceroute desde Mongolia [ go ]

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[ 2C ] [ November 22, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Entrando em Mongolia [ go ]

Estamos na fronteira entre Rusia e Mongolia. A pesar de que imos no comboio que teoricamente mais rápido fai o paso de control de pasaportes, já levamos um par de horas parados e o tedio nos invade ;-)

Ontem e hoje estivemos em Ulan Ude, no país dos buratios, onde a mezcla de razas e mui evidente e donde a maior parte da povoaçom têm rasgos de étnia mongola. Quedamos encantados da cidade, a povoaçom é muito mais amável que em outras partes de Rúsia, as vezes rozando situaçons inverosímiles, como quando um tipo que ia com o seu filho pequeno se nos acercou a preguntarnos de onde eramos. Sempre é dificil explicar onde está a Galiza, assip que o tipo pensou que eramos portugueses (já sabedes que nos a Espanha nem a nomeamos) e o tipo quedou flipado, tanto que lhe chantou um bico a Pili. Foi mui chulo. As pessoas que trabalhavam no hotel também flipavam bastante com nós. A ver que faziamos por aquí em inverno. Até a comida da ceia foi a melhor que tomamos em Rusia!

A cidade é mui tranquila, com umha estatua da cabeza de Lenine, que seica é a mais grande do mundo, e onde nos atopamos a umha comitiva de umha boda que se estava a fazer as fotos essas que se fam quando te casas diante do cabeçom. Foi mui divertido.

Em fim, que deixamos Rusia e nos adentramos em Mongolia. Como valoraçom do país, eu tenho claro que nom vou voltar em um periodo de tempo longo, cousa que nunca dixem de nenhum país onde estivem, mas em este nom me sentim cómodo. Paresce que a transiçom, ainda que já levam 20 anos, ao capitalismo provoca infelicidade e esa actitude se transmite cara todo. Um de vacacions nom esta para aguantar em todo momento malas caras, respostas elevadas de tono ou actitudes desagradáveis. Se bem é certo que também estivemos com gente amável, a tónica habitual nom foi assim.

[ 0C ] [ November 21, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Litsvyanka [ go ]

De caminho já a Ulan Ude e depois de pasar tres dias no povo de Litsvyanka, à beira do lago Baikal é hora de reflexionar um pouquininho. O hotel no que estivemos alojados, o Baikal Terema foi umha experiência cercana ao subrrealismo, para o nível de qualidade que teoricamente ofrecia este hotel claro, se estivessemos num povo de Somalia igual se ajustava as nossas necesidades. Foi impossível que nos fixeram a cama (o primeiro dia a reganhadentes e o segundo nem com essas). Nom houve forma de que nos indicaram a que hora podiamos ir a tomar o pequeno almoço  e a pesar de que estava incluido no preço da habita (75 euros) rematamos, o primeiro dia, tendo que pagar por algo que estava incluido. E ainda por riba aguantando malas caras!

O hotel é um conjunto de cabanhas de pinheiro siberiano divididas em habitaçons. Hoje a primeira hora da manha tinhamos que colher um taxi que nos levara a Irkutsk para colher o comboio no que estamos agora mesmo. Pois bem, cuando saimos da habita resulta que a porta da cabanha estava pechada, o humilde servidor tivo que saltar pola janela para poder ir a recepçom a montar o polho correspondente e conseguir que um senhor malencarado nos abrira a porta e correra para a nossa habitaçom para comprovar que só abriramos a janela e nom rebentaramos a TV contra a parede, mexaramos na moqueta e queimaramos a cama com um cocktel molotov (que se o fixeramos, que nom o fixemos claro, penso que nos ia a mirar com a mesma cara)

Que o taxista nom tenha cambio já é algo ao que nos acostumamos (esto é norma em Russia) e por se nos parescia barato o preço da carreira (43 euros) o tipo levou 5 euros mais de propina.

Todo esto é mais umha demostraçom do que está sendo umha parte de esta viagem. Os russos e russas vam a um ritmo mui diferente do nosso (sendo amável, que o que som é umha panda de…) e ante determinados comportamentos costa manter a compostura.

Em Ulan Ude temos como prioridade colher o bilhete de comboio para Ulan Bator (Mongolia), que polo de agora e a pesar de tentalo em multidom de ocasions foi missom impossível compralo. El "vuelva usted mañana que hoy no hay plazas" é a resposta que temos continuamente. Veremos se nom rematamos a ultima parte da viagem em aviom e fazendo a compra dos bilhetes pola rede.

Também nos foi impossivel comprar caviar, polo que puidemos entender (sic) ou está em veda ou o reservam todo para a exportaçom e nom hai consumo interior. O que se atopa é caviar de salmom a moreas. Mais caro que na Galiza assip que tampouco se fai negocio nenhum.

Em Listsvyanka pouco fixemos e pouco havia que fazer. Comemos Omul, um peixe de agua doce que se da no lago Baikal (tendo em conta que o Baikal esta geado de Dezembro a Marzo, a materia grasa do peixe é abundante) e que comimos afumado e crudo. Está exquisito, para o meu gosto o crudo é um auntentico prazer para o gosto.

Atardeceres preciosos e paseios nos que podias pasar por acima do rio, que estava gelado. O lago, por desgracia para nós, estava em estado líquido e um banho a -12ºC como que nom apetecia demasiado.

[ 0C ] [ November 20, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Irkutsk e lago Baikal [ go ]

Comezo a escrever este post sem ter nem ideia do dia que vou poder publica-lo. Agora mesmo estamos em Listvianka, um povo de 2500 habitantes onde nom há Internet (por nom haver, nom há nem bares) e onde vamos a pasar uns cantos días.

Os últimos días pasados estivemos em Irkutsk, a última das grandes cidades rusas da viagem. A cidade como as outras onde estivemos de Siberia nom têm maior interese. Se alguem têm umha imagem de Siberia como lugar inóspito, com osos e tigres pois que se vaia esquecendo porque nom é real. As  cidades siberianas som como qualquer outras, cheias de coches, tendas de modas, de telefones moviles e essas cousas. Até um Kentaky Fried Chiken atopamos. O que sim estamos vendo em Siberia som uns atardeceres preciosos.

O tempo melhorou um pouco com respeito a Krasnoyarks, aquí estamos agora mesmo a -12ºC e a verdade é que estamos já adaptados a temperatura. O ser humano é a hostia.

A experiência mais positiva que tivemos na cidade foi a visita a um mercado de alimentos. A diferência do que conhecemos, aquí o mercado está situado no interior pechado de um edificio (a causa do frio imagino). Está dividido na típica estructura de carnes, peixes, verduras e outros. Os peixes estam todos congelados, nom porque sejam do capitam Pescanova, é que vai tanto frio que ao sacalos da agua ficam congelados.

Os preços das cousas som totalmente occidentais. É dizer, nos nom estamos atopando grandes diferencias com os preços que se podem atopar em qualquer supermercado da Galiza.

Outra das cousas que atopamos em Irkutsk e que já viramos em Sam Petersburgo som os bichos raros na rúa. Em Sam Pete vimos a um oso pequeno no que os rusos e rusas se punham ao lado e se sacavam fotos. Aquí em Irkutsk vimos a um pony, um camelho e um cabalo. Nom sei mui bem que faziam juntos (nós evidentemente nom estamos a preguntar por esso de que os bichos selvagens em cautividade nom nos parece mui boa ideia), mas alí estavam.

Também estivemos no museio regional, ainda que só fomos para mercar umha pedra, Charoíta, que vai como regalo para o Xurxo M. (se já a tes pois… a tes repetida). Seica a pedra só se atopa nestes lares do planeta.

Como em outras cidades rusas, em Irkutsk também há umha chama eterna, que é um facho que nunca se apaga como recordo as pessoas que morrerom durante a segunda guerra mundial. Lá estavam um grupo de rapaces e rapazas fazendo umha especie de desfile.

A mim paresceu-me bastante triste, porque a imagem que me transmitiu é como se fosse algo do que já ninguem se lembra e só um grupo de nenos lhe fam umha homenagem. O acto estava como militarizado, é o desfile era um pouco patético.

E isto foi todo, depois de vir em taxi até Litsvianka (70 kilómetros), estamos agora numha cabanha de madeira recolhendo forças para sair a pasear polo povo este, ir até o porto e tomar um pouco de peixe afumado. Sigo contando no próximo post, ainda que suponho que publicarei todos juntos.

[ 0C ] [ November 18, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

Yekaterinburgo e Krasnoyarks [ go ]

Umha vez que deixamos atrás os problemilhas de clonaçom de tarjetas que tivemos e dos que temos sospeitas que se produxerom em Moscova, imos agora rumbo ao lago Baikal. Um dos mais grandes do mundo e o mais profundo com mais de 1500 metros.

Estes últimos dias os pasamos por dúas cidades siberianas e no comboio. As distancias som tam grandes que se invirtem muitas horas nos desplazamentos.

Yekaterimburgo é famosa polos asesinatos da mafia, ainda que agora a movida anda mui tranquila. Pouco fixemos aparte de pasear pola cidade, nem um triste museio fumos ver. E a cidade a verdade pouco têm que contar. Típicos desastres urbanísticos

e neve a moreas. Literalmente.

Em toda a cidade há um montom de gente adicada a recolher a neve das rúas e amontona-la. Esto permite que se poida caminhar com certa comodidade, salvo em certos sitios onde  se formam placas de geo e de repente a rúa se convirte numha pista de patinagem artístico. O cu da Pili já comprovou a dureza do gelo.

Em Yekaterinbirgo a temperatura era de 7 graos baixo cero, durante o caminho no comboio já baixou a 15 baixo cero pero nom ia a rematar aí o frio.

Como já comentei no anterior post a viagem no comboio foi um completo conhazo. O comboio estava mui sucio e as 33 horas que nos levou se fixerom mui duras.

Em Krasnoyarks chegamos a 28 baixo cero, umha autentica barbaridade de frio. Como comentava em facebook, o congelador da minha casa está mais quente. Surprendeunos paseando pola cidade que houvera arvores com fruitas!

A cidade é como as outras nas que estivemos em Siberia, nada que destacar salvo algumha estatua que outra.

O paseio pola cidade se fixo bsatante duro por culpa do frio, a pesar de ir totalmente amantados, as poucas zonas do corpo que iam em contato directo com o exterior se congelavam, aparte do frio, a sensaçom de dor também a notas.

Pola noite o tempo melhorou algo:

Mas de todas as formas, rematamos indo para o hotel bastante cedo. Hoje também tocava levantar-se pronto para colher de novo o comboio, desta volta imos no Rossiya, o melhor dos comboios que fam a ruta, mas que de todas as maneiras nom é nada de outro mundo. A limpeza deixa bastante que desejar.

[ 0C ] [ November 14, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

A -28ºC e sem tarjeta de crédito [ go ]

Bueno, já passarom as primeiras movidilhas da viagem. Depois de 33 horas num comboio apestoso, sucio, cheo de militares e de polo menos 30 anos que nos levou de Yekaterimburgo a Krasnoyarks (no medio e medio de Siberia), depois de morrer com o frio os dous minutos que nos levou sair da estaçom para colher um taxi, chegar ao hotel, pagar medio dia mais para que nos deixaram fazer o check-in às 08:00, conecto-me a internet para comprovar o saldo da conta e vejo que em Moscova estám a pagar movidas com a minha mastercard. Polo de agora quase 400 euros que me levam birlado.

Depois de intentar por todos os medios chamar por telefone a mastercard em Espanha (o iluminado ao que se lhe ocurriu colocar o 902 no reverso da tarjeta e nom o número real quedou-lhe a cabeza tranquila) rematei chamando aos Estados Juntitos para que desde alí me reencaminharam a chamada até a central de Espanha. Menuda película para dar de baixa a puta tarjeta.

Menos mal que temos bastante efectivo em rublos e ainda levamos uns cantos euros encima (aparte das tarjetas auxiliares, com menos saldo disponível) com o que esperamos nom ter problemas para continuar a festa por estes lares.

O do frio é tremendo, a estas temperaturas o problema já nom é a sensaçom térmica (eu levo duas camisolas térmicas, duas sudadeiras e a chupa, gallumbos térmicos e os pantalons para frio extremo), o problema é respirar. O aire entra tam frio nos pulmons que nom das respirado. Eu tuso continuamente.

Polo de agora estamos no hotel a durmir um pouco, que no comboio foi impossível descansar. Assip que umhas fotos de Yekaterimburgo (a -7ºC e com 40 centímetros de neve)

Para os frikis do choio um trace e um ping a dh. -)

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[ 1C ] [ November 12, 2009 ] [ Transmongoliano 2009 ]

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