Litsvyanka
De caminho já a Ulan Ude e depois de pasar tres dias no povo de Litsvyanka, à beira do lago Baikal é hora de reflexionar um pouquininho. O hotel no que estivemos alojados, o Baikal Terema foi umha experiência cercana ao subrrealismo, para o nível de qualidade que teoricamente ofrecia este hotel claro, se estivessemos num povo de Somalia igual se ajustava as nossas necesidades. Foi impossível que nos fixeram a cama (o primeiro dia a reganhadentes e o segundo nem com essas). Nom houve forma de que nos indicaram a que hora podiamos ir a tomar o pequeno almoço e a pesar de que estava incluido no preço da habita (75 euros) rematamos, o primeiro dia, tendo que pagar por algo que estava incluido. E ainda por riba aguantando malas caras!
O hotel é um conjunto de cabanhas de pinheiro siberiano divididas em habitaçons. Hoje a primeira hora da manha tinhamos que colher um taxi que nos levara a Irkutsk para colher o comboio no que estamos agora mesmo. Pois bem, cuando saimos da habita resulta que a porta da cabanha estava pechada, o humilde servidor tivo que saltar pola janela para poder ir a recepçom a montar o polho correspondente e conseguir que um senhor malencarado nos abrira a porta e correra para a nossa habitaçom para comprovar que só abriramos a janela e nom rebentaramos a TV contra a parede, mexaramos na moqueta e queimaramos a cama com um cocktel molotov (que se o fixeramos, que nom o fixemos claro, penso que nos ia a mirar com a mesma cara)
Que o taxista nom tenha cambio já é algo ao que nos acostumamos (esto é norma em Russia) e por se nos parescia barato o preço da carreira (43 euros) o tipo levou 5 euros mais de propina.
Todo esto é mais umha demostraçom do que está sendo umha parte de esta viagem. Os russos e russas vam a um ritmo mui diferente do nosso (sendo amável, que o que som é umha panda de…) e ante determinados comportamentos costa manter a compostura.
Em Ulan Ude temos como prioridade colher o bilhete de comboio para Ulan Bator (Mongolia), que polo de agora e a pesar de tentalo em multidom de ocasions foi missom impossível compralo. El "vuelva usted mañana que hoy no hay plazas" é a resposta que temos continuamente. Veremos se nom rematamos a ultima parte da viagem em aviom e fazendo a compra dos bilhetes pola rede.
Também nos foi impossivel comprar caviar, polo que puidemos entender (sic) ou está em veda ou o reservam todo para a exportaçom e nom hai consumo interior. O que se atopa é caviar de salmom a moreas. Mais caro que na Galiza assip que tampouco se fai negocio nenhum.
Em Listsvyanka pouco fixemos e pouco havia que fazer. Comemos Omul, um peixe de agua doce que se da no lago Baikal (tendo em conta que o Baikal esta geado de Dezembro a Marzo, a materia grasa do peixe é abundante) e que comimos afumado e crudo. Está exquisito, para o meu gosto o crudo é um auntentico prazer para o gosto.
Atardeceres preciosos e paseios nos que podias pasar por acima do rio, que estava gelado. O lago, por desgracia para nós, estava em estado líquido e um banho a -12ºC como que nom apetecia demasiado.

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