80 fotos de chile comentadas (2) [ go ]

Vista parcial de San Pedro de Atacama, com o volcam Licáncabur ao fondo

Detalhe do monumento aos 25 atacamenhos degolhados polos espanhois no processo de conquista de América

Abelha tamanho oso do deserto de Atacama

Curiosa figura fruito da erosiom do deserto de Atacama

Anoitecer no Valle de la luna, nos arredores do deserto de Atacama

Umha das minhas fotos preferidas, em Valparaiso

Caos e cables em Valparaiso

Vista parcial de Valparaiso

Veículos dos "pacos" en Valparaiso. Pacos é a denominaçom chilena da pasma
80 fotos de chile comentadas (1) [ go ]

Depois de várias horas no aviom, antes de chegar a Santiago de Chile

Actuaçom de paiaso na rua. Santiago de Chile

Palacio de la Moneda, Santiago de Chile

Retrato de guardia do Palacio de la Moneda. Santiago de Chile

Edificios em Santiago de Chile.

Reflexos dumha posta de sol em Santiago de Chile

Estatua de Salvador Allende no Palacio de la Moneda, Santiago de Chile

Diferencias arquitectónicas em Santiago de Chile, Museo de arte precolombino.

Estatua gigante num cerro em Santiago de Chile

Panorámica de Santiago de chile com a cordillera de fondo

Outro anoitecer em Santiago de Chile

Montanha no deserto de Atacama

Montanha no deserto de Atacama, últimas luzes do dia

Salitre no deserto de Atacama

Geoglifos desde a carretera Panamericana

Posta de sol en Pica, I Region

Vista noctura de Iquique. O reloxio que se ve ao fondo esta la ladeira da montanha. Feito com canhons de luz.

Pili sacando umha foto do gigante de Atacama. O maior geoglifo do mundo.

W.C. no povo abandoado de Humberstone. No deserto de Atacama

Vista de Humberstone, povo abandoado do deserto de Atacama. Patrimonio da humanidade

Geoglifos de Pintados, onde há a maior concentraçom do mundo de este tipo de restos arqueolóxicos

Carretera e torres de alta tenssom que levam a mina de Chuquicamata. A maior mina a ceu aberto do mundo e onde o Che Guevara colheu consciencia revolucionária.

Camiom de gram tonalagem transportando cobre na mina de Chuquicamata

Vista parcial da mina de Chuquicamata

Valle de la luna, carretera de entrada a San Pedro de Atacama

Geiser no Tatio. Maior campo de geiseres por altitude. Estam a 4500 metros sobre o nivel do mar.

Geiser no Tatio

Vista das fumarolas no campo geotérmico do Tatio

Sae o sol no Tatio

Neste geiser já morrerom abrasados tres turistas. Campo geotérmico do Tatio

Vicuñas jogando. Animal em perigo serio de extinçom.

Llamas pastando com volcam de fondo

Llama, primeiro plano. Nos arredores de San Pedro de Atacama.

Noite no deserto de Atacama
Rematou, snifffff [ go ]
Bueno bueno, a cousa chegou ao final. Todavia estou em periodo de adaptaçom e com a casa toda cheia de movidas que tenho que ordenar, lavar, tirar…
A ver se dentro de uns dias fago umha valoraçom final da viagem, cousas que aprendemos a sangue e que nom saem nas guias e assim. Em breve a ver se também colgo umha escolma das 3000 fotos que me trouxem.
Como curiosidade estuvemos a calcular ontem a distancia que percorrimos dentro de Chile e vem a ser como ir desde a Galiza até Moscú.
Por certo, obrigado vieiros.com!
Iberia, essa agradável companhia. Crónicas aéreas [ go ]
Olá de novo!!!!
Escrevo esto reciem despegados de Santiago de Chile rumo cara Madrid, parece ser que chegaremos sobre as 7:30 (6:30 hora espanhola). Daí já colhemos ligaçom cara Santiago de Compostela.
Ontem estivemos de despedida numha super parilhada de Santiago de Chile. O local chamava-se "Vacas Gordas", título bastante apropriado tendo em conta amais do par de grandes parilhas que tinha a cousa deveria haver mais de 100 pessoas comendo, alem de aproximadamente 20 camareiros. Ceamos umha tira de costilha de terneira (a Pili) e um costilhar de porco (eu). Todo regado com Pisco e um Carbernet de 14.5º Fum para o hotel quase que dando tumbos.
Hoje pola manha já tuvemos que ir indo para o aeroporto. Para variar ao final rematamos mais umha vez nos asentos centrais do aviom. Desta vez nem pasilho temos apesar que no momento de facturar o tipo bem nos dizo que nos iba a dar pasilhos centrais. Para completar a jornada temos a um par de terroristas infantis (umha parelha de neno e nena de aproximadamente 8 anos) justo sentados atrás de nós. Vamos, que um disfrute total… menos mal que só nos quedam 12 horas de viagem. Se foram 24 poderia ser pior. (todo é autoconsolarse)
Bom, e polo de agora mais nada, já voltarei a escrever mais algo quando este aburrido. Polo de agora o parche da nicotina comeza a fazer efeito. Som as 15:27 neste momento e vou a cambiar a hora para o horario galego. Comezamos o proceso de adaptaçom.
Bom, pois aquí estamos de novo. Arredor da 1:00 A.M. e a apenas 5 horas para poder abandoar o aviom este das narices.
O que contava fai um momento dos terroristas infantis nom é de conha. Já nom sei polo que decantar-me, meterei-lhe um calcetim velho na boca? Fago que se me cai o portatil e haver se tenho sorte e se lhes abre a cabeça em canal? Estou desesperado entre a falha de tabaco e os malditos neno e nena que estam detrás.
No fim do mundo [ go ]
Olá de novo! Escrevo já desde o aeroporto de Punta Arenas, quando queda hora e meia para que colhamos o aviom cara Santiago de Chile. Lá facturaremos com Iberia, iremos a cear para despedirnos de Chile e já manha pola manhá nos imos cara Santiago de Compostela. Mas nom adiantemos acontecimentos.
Na última entrada falava do último dia no Magalhanes, o barco que nos trouxo para acá.

Ao chegar a Puerto Natales, colhimos o hotel mais caro de toda a viagem. Apenas estuvemos umha noite mas pagamos 200 USD por essa noite. Somos uns pringaos. Para rematar a historia do hotel que de verdade prefiro nom recordar demasiado, contar que nos entrarom por tres vezes no quarto. A primeira a esso das 7 A.M. mentras ainda estavamos durmindo. Umha hora depois, que ainda estavamos na cama mas já algo despertos volverom a entrar. E justo antes de almorçar, mentras eu estava fora fumando e a Pili no banho voltarom a entrar. Deviam ter muita pressa por ponher-se a limpar o quarto. Nom nos pasamos na queixa, mas algo houve que dizer.

Depois já alugamos um 4×4 para os seguintes quatro dias e fumos ver a "Cova do Milodón". A cova é onde teoricamente durmia o Milodón, umha espécie de perezoso gigante prehistórico. A cova era impresionantemente grande. Do milodón só há umha reproduçom em pedra, porque os restos que existem estám em museios europeos. Um exemplo mais do colonialismo que sofreu toda América durante os últimos séculos.

Depois da cova colhimos o carro e fomos cara o sul. A 200 quilómetros de Puerto Natales há umha pinguineira e lá fumos a ve-la.

Penso que foi umha das experiências mais bonitas da minha vida. Som graciosissimos os pingüinos.

Mogolhom de comportamentos humanos os asocias com o que fam, e te ris muito. Das pinguineiras nos marchamos a durmir a Punta Arenas, capital da provincia de Magalhanes, onde remata o continente americano entre outro inolvidável anoitecer.

No hotel deixei-me o objectivo macro que levava… menos mal que já passaramos pola pinguineira.
Depois marchamos para Tierra del Fuego. É o cacho de terra que há ao atravesar o estreito de Magalhanes. E pedaço cacho de terra, deve de ser como mínimo o duplo de tamanho que a Galiza.
A experiência em Tierra del Fuego foi possívelmente a mais extrema de toda a viagem. Em toda essa extenssom apenas vivem 20.000 pessoas junto com 2 milhons de ovelhas.
Em todos os lados ves ovelhas, e algo increível.

Em Tierra del Fuego nos fumos a durmir a Porvenir, um povinho de apenas 5000 habitantes que é a capital da ilha. Já vos podedes imaginar se esso é a capital o que pode ser o resto. Extenssons inmensas de terreo sem nada a vista. Ovelhas e erva, ovelhas e mais erva e nada mais.
Aquí quase nos quedamos tirados de gasoil. Nos ibamos tam contentos paseando pola ilha, que nom nos dimos de conta que o nível iba baixando. Esto junto com que numerosas cidades que aparescem no mapa estam totalmente abandoadas foi o que fixo que nos quedaramos sem poder repostar. Também nos quedamos sem poder comer, mas bom, há reservas de grasa para aguantar um par de anos, nom problemo
Ao cruzar o estreito de Magalhanes também vimos varias vezes golfinhos. Com um aspeito de orcas em miniatura e nadanto e saltando a toda velocidade.
A regresar de Tierra del Fuego cometimos o erro de nom calcular bem as distancias e o tempo de dia que tinhamos para chegar ao hotel mais próximos, assim que rematamos durmindo dentro do carro a beira da carretera. Nom foi umha maravilha mas penso que neste mes temos durmido em sitios piores.
Daquí já nos fomos para o Payne. O melhor parque natural de todo America do Sul. E desde logo o melhor parque natural no que estivem na minha vida, ainda que esto tampouco é indicador de nada.

No parque estuvemos dous dias, acavamos durmindo no carro e adiantando o regreso por culpa de umha pedrada que nos meterom no parabrisas que provocou umha rotura que se ia angrandando por momentos. Do Payne o que vedes, muito que contar nom há.


E pouco mais, agora aquí estamos, fazendo tempo para um voo interno por chile de 5 horas com tres paradas. A ver se nom desesperamos muito.
Por certo, ao final nom fum a Argentina. Os arredores das fronteiras estam minados. Nom sei se com minas antipersoa ou antitanque. Mas se nos quitarom as ganas. Todo por umha disputa entre estes dous países, Chile e Argentina, que em 1979 quase estuverom a punto de entrar em guerra. Agora me explico a animaverssom que há.

Em fim, para botar-se a chorar.
Ultimo dia no Magallanes. Por fim um pouco de sol. [ go ]
Que resaca que tenho, o guisqui e a pior cousa so mundo… nom é um resumo apropriado para estes dias mas hoje estou que nom dou pé com bola.
A experiência de estar uns cantos dias pechado num carguero reconvertido a cruzeiro é algo estupendo, estupendo mas cansa muito. Hoje chegaremos a Puerto Natales a esso das 16:00 e a verdade é que nom o botamos para nada de menos. O barco me refiro
Tuvemos bastante mala sorte durante os dous primeiros dias. Da pretenssom inicial de ver baleas ao final nada de nada. Lobos marinhos ou focas sim que vimos, mas nada mais grande. Hoje está algo despejada a cousa, mas tudo o tempo estuvo anuveado e nom dimos visto demasiado.

Hoje já saiu um pouco o sol e vai iluminando a parte alta das montanhas, que tenhem neve perpétua com o que já podes ver algo mais e fai-se mais divertida a viagem.
No barco conhezimos como di a Lonely Planet a umha panda de camioneiros chilenos e borrachos. Do total da passagem eles som 6, os 200 restantes som turistas, mas bom, ao final foi bastante divertido.
Com os que estuvem a falar a verdade é que som pessoas bastante inteligentes. Falam de que o grande problema que tem Chile agora mesmo é a falha de educaçom. Rompeu-se-me um pouco a imagem que tinha tipica do camionero.
Do resto da passagem pouco que contar. Há um número increívelmente alto de bascos e bascas e catalães. Galego e galega só estamos nos. Por certo é a modo de bricndeira dizer que aquí as pessoas com poucas luzes, chama-se-lhes "Gallegos". É divertido mirar a cara que ponhem quando te preguntam de onde es, e tu com toda a naturalidade do mundo diz-lhes que eres galego.
Ah! que quase nom o conto. Ontem fumos a ver o glaciar Pio IX, foi umha experiência para ficar maravilhado por horas. O barco foi-se acercando pouco a pouco, desde varios quilómetros até ficar a poucos metros. Com o gelo cheio de miles de tonalidades de azuis. Foi algo increível de verdade. Debim de tirar como umhas duaszentas fotos.


Agora estamos planificando o que imos a fazer nos próximos dias. Nom temos demasiado claro se nos vamos a quedar na parte "norte", ou seja, na cidade de Puerto Natales, ou se vamos a ir ao "sul" cara a cidade de Punta Arenas. Em principio o planing para estes dias é visitar o glaciar "argentino" do Perito Moreno, ver a cova do Milodón, umha expecie de perezoso gigante, ver o melhor parque nacionals de todo américa latina o "Torres del Paine", ir até Tierra del fuego, atravesar o estreito de magalhanes e por suposto e esso que nom fique sem fazer, visitar mogolhom de pingüineiras. Bom essas som as intençons iniciais, mas nom penso que nos vaia a quedar nada sem fazer. E se queda, pois bom, haverá que voltar para rematar de fazelas
Ah! e outra cousa que se me quedou por contar, foi a experiencia no SPA de Llifén, quedamos em um estado de relaxaçom total. Foi a mar de bonito estar tirados em umha piscina de auga fervendo, com chorros que te vam dando nos lumbares e com umha piscina de auga fria para ir cambiando de temperatura e fazer melhorar o riego sanguineo ou algo parescido.

Fora da piscina, havia um jardim com vistas as montanhas todas geadas, lástima que nom havia cerveja, era o único que lhe quedava para que fora realmente perfeito.
Bom, vou-me a sacar fotos que agora mersmo andamos por umha zona cheia de montanhas com as cimas nevadas, e é realmente bonito. Vemo-nos na seguinte crónica, chau!
Primeiro dia a bordo do Magallanes [ go ]
Olá, olá…
Escrevo esta primeira entrada a bodo do barco Magallanes da Navimag. Agora mesmo som as 9:30 da manha e aquí estamos, a disfrutar um pouco do mareio e do frio que produz esto de andar dando tumbos a causa do vaivem das olas.
Ao final, ontem embarcamos a eso das 21:00 h. A espera foi longuísima, principalmente a causa da botelha de vinho tinto que me bebim na comida. Menudo cagalhom que me agarrei!

O barco é um cargueiro japonés de 1978. Esta mui bem cuidado e imos quase 200 pessoas de passageiros. Amais de um bo número de containers, claro. Tem como 120 metros de longo por uns 20 de ancho.
Polo pouco tempo que levamos aquí nom podemos dizer muito, apenas deunos tempo a catar um pouco de cafe e pouco mais. Em breve comezaremos com a birra e o vinho, suponho. Agora mesmo estamos a pasar o Golfo de Corcovado, o tempo é bastante mau, esta todo anuveado e nom temos demasiada visibilidade. Ao longo do dia de hoje, suponho que a cousa ira para melhor e a paissagem vai-se transformar a algo increível. Ou esso espero.

Acavam-nos de explicar como vai todo o tema de seguridade abordo do barco. No problemo. Igual vemos baleas!!!!!
Agora mesmo acabamos de comer. Salmom com um pouco de arroz mais umha ensalada a base de repolo e umha folha de leituga. Pse, nada relevante. O ceu está completamente anuveado com o que a paissagem deixa um pouco de desejar. Umha autentica lástima.
Autostop, spa e ratos no quarto [ go ]
Olá de novo, hoje já é domingo, manha comezamos a última parte da viagem com o cruceiro pola Patagonia desde Puerto Montt a Puerto Natales. 4 dias por umha das zonas mais selvagens e desconhezidas do planeta.
Ontem continuamos pola zona dos lagos no 4×4. Continuamos a bordear o Lago Ranco. Amais das incriveis paissagens de este sitio, o mais destacável foi que colhimos a umha docena de pessoas no 4×4. Chegamos a ter a 6 pessoas subidas a pikup do carro. Um deles cantando, foi a mar de chulo.

Quando ibamos conduzindo ocurriu-se-nos que poderiamos preguntar-lhe aos nossos passageiros convidados que se ian para umha festa. Já fixemos o conto da leiteira e nos viamos cantando e bailando num povo perdido do mundo da X Región de Chile. Ao final ian para umha movida cristiana evangélica. Case que nos adicamos a buscar um sitio onde durmir e ver umha das melhores postas de sol da nosa vida.

Quando estávamos chegando ao povo desde onde escrevo esto, Puerto Llifén, vimos um cartaz de um local que era um SPA!!!!!!!!!!!! É para caer de cu. Aquí, depois de tropecentas horas conducindo por caminhos onde é impossível ir em carro normal, com umhas columnas de pó de metros de altura que vas levantando a medida que vas indo polos caminhos de terra… e há um Spa. Com as tinas de hidromasagem, umha piscina com auga subterranea de um volcam da zona… em fim, que nos imos a tomar um café e lá nos vamos de cabeza.

Como nom há paraiso sem inferno, já conto também que a cabana onde estavamos durmindo tem roedores. Eu só vim um ratinho movendo-se por baixo de um moble que há ao lado da cama, mas seguro que esto está inçado. Nos vamos daquí agora mesminho…
Cicely existe… [ go ]
Depois de botar um dia em Valdivia, cidade universitária e capital chilena da cerveja (aqui nos bares servem uns aparatos de 3.8 litros para ti so!!!! também os podes compartir eh!
Decidimos alugar um 4×4 e pasar um par de dias de excurssom por um dos milheiros de lagos da regiom.

O primeiro dia me trabuquei na saida e em vez de ir cara um dos lagos, acavamos na costa visitando algum que outro povo da zoa. A paissagem é terrivelmente fermosa.

O segundo dia já a amanhamos correctamente e fumos de visita a Lago Ranco, a 120 quilómetros de Valdivia.
Recordades Doutor em Alaska? Pois num povo mui parescido estamos nós. A vila tem tres ruas nada mais, umha emisora de radio propria. Nenhum turista. Velhas de 60 anos fazendo autostop. Um par de bares, algum que outro supermercado, umha pista de aterrizagem para avionetas e umha paissagem que é dificil de contar polo impesionante que é.

Fai um frio da leche, esso sim, pero é tam fermoso todo esto que nom sei que mais contar… deixo-vos que penso que vou a ver se dou alugado umha barca para visitar o lago.
Por certo, estamos em zona Mapuche. Umha étnia índia que leva 500 anos resistindo aos invasores. E nom estam de conha, tenhem varios presos políticos nas cárceres chilenas. Que mais podo pedir?

Valparaiso é um paraiso? [ go ]
Desde o último post já passamos ao sul do país. Agora mesmo acavamos de alugar umha cutre cabanha no jardim da casa de umha senhora de Valdivia, mas vamos por partes…
Desde Vallenar continuamos no carro cara Valparaiso, aparte de algumha que outra parada polo caminho em algumha caleta ilídica para confirmar que o marisco chileno é a peor cousa do mundo, o trajecto foi mais longo do que pensamos e chegamos a Valparaiso já a última hora, era de noite e a experiência conducindo por Valpo foi o peor do mundo.
Em Valparaiso as pessoas que tenhem carro tenhem presa e som chulos a mais nom poder. É algo sobrenatural a hostia a que conduzem por essa cidade. Tu vas a 60-70 quilómetros por hora polo centro da cidade e TE VAM PITANDO PORQUE VAS LENTO. Fazia anos que nom estava tam estressado ao volante como desta volta.
Valpo, que é como lhe chama a gente dali a cidade é umha cousa bonita (segum a Pili, mui bonita). Fundamentalmente é umha enseada mui grande, com as casas subindo polos montes próximos. As casas estam pintadas de muitas cores e tenhem um estilo arquitectónico que se asemelha ao indiano galego.

O primeiro que fixemos ao chegar foi buscar hotel. Nestes últimos dias o que estamos a fazer é chamar por telefone a medida que nos imos acercando a umha cidade aos hoteis que saem na guia que levamos. O que seleccionamos chama-se "Puerta de Alcalá" ou algo similar. O hotel por fora tem umha pinta estupenda assim que entramos todos decididos.

Ao final o quarto resultou ser… nom sei mui bem como explica-lo. Melhor coloco umha foto das maravilhosas vistas que tinhamos pola janela… Sobram os comentários.
Pouco fixemos depois de deixar as cousas no hotel. Ir a cear algo, dar um pequeno paseinho e directos para a piltra.
Umha cousa que tampouco contei, mas que nos esta surprendendo é o borracha que vai a penha por aquí. Explico-me, nom é que todo o mundo vaia calzado, nom, o que se passa é que quem vai borracho, vai dando tumbos. Algo mui exagerado. Vamos, que nem as 9 da manha em Ruta ves algo parescido. Logo ves outra penha que vai mogolhom de posta. Como se estiveram esnifando pegamento ou algo similar.
Ao dia seguinte e depois de deixar o hotel, tocou-nos cambiar os cheques de viagem que levavamos por pasta local. Já contei todo o drama do cámbio em Santiago de Chile nada mais baixar do aviom. Desta volta tampouco saiu a cousa a primeira. Nos iamos a mercar uns bilhetes de autocarro já que iamos a deixar o carro e ir a Valdivia em autocarro. Justo ao lado da estaçom havia um banco com umha taxa de cámbio bastante boa, assim que lá entramos. Nos atende um caixeiro bastante amável e comezamos a firmar todos os cheques que nos quedavam. Umha vez que temos todo firmado vai o tipo e nos di que tem um problema com a comunicaçom com Americam Express e que nom pode confirmar os cheques com o que nos vemos com 1300 dólares em cheques de viagem inutilizados. Saíanos o fume pola cabeza.
Depois de meia hora a berros dentro do banco, conseguimos que chamaram a umha casa de cámbio que sim tinha comunicaçom com American Express ??¿¿ e dixerom-lhe que os cheques os firmara-mos diante deles. Polos pelos conseguimos cambiar as pelas, mas por um pouco já nos viamos fregando cacharros por Valparaiso.
Outra cousa mui particular de Valpo, é que a gente nova vai muito na movida gótica. Ves cada pinta que alucinas.
Pouco mais nos deparou Valpo, aparte de tomar um bocata em algumha terraza com vistas expectaculares e ver a pasma em todo o seu explendor chileno.

Daí fumos cara Santiago de Chile a devolver o carro e colhimos o autocarro cara Valdivia. Os autocarro que fam trajectos de longa distancia (forom 10 horas de viagem) som espectaculares.
Os asentos som como os de clase bussiness em voos intercontinentais. Podes estirar-te todo, tes um azafato que te arroupa com umha mantinha, ofrecem-te um zume, umhas bolachas… vamos, um lujazo.
Quando chegamos a Valdivia (que é umha cidade universitária na regiom dos lagos) iamos bastante sobados depois das 10 horas de bus. Justo ao baixar entrarom-nos varias pessoas ofertanto umha penssom mui por baixo do preço de mercado. Vamos, algo parescido ao que passa também em Compostela. Lá nos fumos com umha tipinha. Rematamos no jardim da sua casa numha cabanha com as paredes cheias de manchas, tendo que fazer nós a cama… em fim, um desastre. Nos pasa por listos.
