Proibido protestar [ go ]
Saia hoje de comer do Restaurante Pasaje em Compostela, depois da festa polo aniversario de Bouso (Parabens polos 28), e topo-me pola zona velha com uns cartazes anunciando umha concentraçom pola campanha represiva que se está levando contra Agir. Estivem um momento ao principio da mani a saudar a velhos companheiros, a pessoas queridas das que levo vários anos sem estar com elas. Recordei muitas cousas e o carinho foi mutuo. Fontam, bota-se-te de menos. Antom, nom tes nada que agradecer, eu si tenho muito que agraceder porque fuches um ejemplo a ter mui em conta. Com todos os teus defeitos e as tuas virtudes. Muito obrigado!
Volto e digo campanha represiva porque é algo espectacular que num suposto sistema democrático se andem ainda com estas lerias. É delicto berrar? Se um guarda de Prosegur se empuxa é lexítimo devolver o empuxom? É lexitimo que desde os mass media se criminalize a umha organizaçom juvenil utilizando as mentiras e a maniputaçom barata? É delicto a liberdade de rexeitar a quenes pensamos que nom defendem os intereses da maioria dos galegos e galegas. A rexeitar a quenes se aproveitam dum sistema que permite o enrrequecimento de pessoas que nom aportam o mais mínimo ao conjunto da sociedade.
Os factos nomeados polo “El Correo Gallego” som indignantes, superam qualquer conceiçom do dereito a umha defensa justa. Julgam antes que o poder judizial e esso é algo terrivelmente grave. Se qualquer democrácia quere levar um projecto político adiante para o conjunto de um país deve respeitar ao máximo os dereitos individuais das pessoas. Espanha por este caminho está abocada ao fracaso, tempo ao tempo.
O que está acontecendo nestes momentos nom têm sentido. As detençons de duas pessoas nom se sabe mui bem porque nom se justificam. Só o odio visceral cara a defessa do país explica a campanha mediatica. A criminalizaçom do nacionalismo é a ferramenta que têm sempre a dereita em este País. Já basta. Querer a Galiza como entidade propia nom têm nada que ver com o que poida contar um desgraciado manipulador num papel subencionado. As pessoas profesionais do vitimismo nom tenhem reprensaçom real na sociedade. Reflexionemos, pensemos, critiquemos. A conclussom sempre é a mesma.
Desde logo se esto acontecera em Cuba (por ponher um caso) haveria um rebumbio mundial. Estou vendo titulares da prensa capitalista denuciando a vulneraçom dos dereitos humanos. Fotos do Che Guevara com umha porra, como já propagarom os de Reporteros sin fronteras fai uns anos. Esto está a acontecer no nosso povo, na capital do nosso país, nom há que deixa-lo passar. A nossa dignidade é a defessa de um estado, pais ou o que queirades com um sitema onde os cidadaos tenhamos libertades está em jogo.
Eu nom som militante de Agir, de facto tenho discutido muito esse projecto dentro das razidias que se montam dentro do independentismo galego, mas hoje som um estudante mais da facultade de económicas. A dignidade é o que nos convirte em seres humanos. Nom deixemos que nos arrebatem esso. É umha questom de supervivência.
Mas… ao final nom se casam? [ go ]
Lendo em Reuters umha noticia sobre a última pelicula de Nanni Moretti (La habitación del hijo, Caro diario…) entero-me de que este estupendo e espeso director italiano está sendo vítima de umha cruzada da igreja católica no seu país.
Até aquí todo é normal, nada no que estranhar-se já que o Moretti é um destacado rojeras e é normal que os fachas de sempre carguem contra el. O que me deixou a quadros é o razonamento que têm o porta-voz da COPE italiana "para las cosas del follar" quando se pom a criticar umha escena de sexo na peli que seica dura varios minutos. Diz o cura que a escena é "perturbadora" e engade o seguinte:
"Los dos actores hacen el amor de pie, con la ropa puesta, sin mirarse el uno al otro", señaló Anselmi, agregando que "habría esperado una escena más tierna y romántica, que posiblemente resultara en el eventual nacimiento de un niño".
???¿¿¿¿ Pero que está contando este tipo??? A ver, de pé e com a roupa posta é impossível botar um polvo. É umha questons de ángulos. Ou tes umha pilila de medio metro que fai jogos malabares ou que alguem me explique. Mínimo a parte penetrada têm que ter parte do cu ao ar (que como nom se estam a mirar suponho que estam em postura pito-com-cu). Fora de questons técnicas o tipo deveria saber que quando estás a botar um polvo com outra pessoa, que seja tenro e romántico nom têm nada que ver com a postura, nem com o sitio nem com a quantidade de roupa que leves posta, simplesmente é umha questom de carinho e generosidade.
Suponho que o cura já se fustigaria umha noite enteira por essa perturbaçom da que fala por culpa de mirar a duas pessoas com a roupa posta simular que botam um polvo. O de que esperava que tiveram um filho já nom têm critica algumha. Só queda o típico de "Ao final nom se cassam" argumento estúpido de consumidores imberbes de pornografía.
Mira que há gente com sorte! [ go ]
Leio por os mares que a Carlos Fabra, o prestigioso presidente da deputaçom de Castelhom (Països Catalans) tocarom-lhe sete décimos no sorteio do neno da lotaria espanhola. Mira que têm sorte o individuo que é a terceira vez que lhe toca.

Eu que som da parte de abaixo da Galiza já conhezia algum que outro caso de gente mui afortunada. Já vos imaginades, profesionais da importaçom e multiplicaçom da farinha e outros polvos mágicos. Mas pensava que estas cousas só passavam por estes lares.
Alégrome muito por ti, Carlos (e perdoa que te tutee), envidio a tua sorte e espero que quando encausem a alguem num proceso judicial por algo tam nimio como roubar um banco ou similar também tenham a sorte que tes tu e a medida que vam colhendo o caso os profesionais da repressom legal do estado vaiam solicitando o traslado, a ver se algum ano se bate o record que ostentas com sete juizes que pedirom o traslado e catro fiscais que nom querem o caso umha vez lêm a instrucçom.
Por certo, Carlos é do PP, político de tradiçom, está imputado por presunto tráfico de influencias e delito fiscal.
Viva a septicemia! [ go ]
Normalmente nom lhe desejo mal a ninguem, mas hoje… viva a septicemia
A bom entendedor, sobram palavras.
A economia vai que se sale… [ go ]
Desde que levo seguindo o mercado bursatil nunca vim o que esta pasando hoje. Todas as empresas que cotizam no mercado continuo espanhol estam em vermelho. Os bancos que normalmente fluctuam mui pouco estam com caidas de mais do 5%. O banco británico Northern Rock se deixa mais de um 60% em duas sesions.
Nom sei eu se será melhor vender as minhas accions em Zeltia e comezar a gardar os cartos debaixo de umha pedra…

Menos mal que o grande economista que temos por presidente do governo espanhol dixo que a economia espanhola ia aguantar o periodo de recessom económica que a todas luces esta comezando. E todo o que pasa na bolsa o sufrimos em carnes os cidadaos de a pé numha media de 6 meses. Ide colhendo o paraguas que paresce que os principios de ano vam a ser divertidos…
Seqüestros [ go ]
Num novo capítulo da saga da retirada da revista "El jueves" (da que por certo nom merco um número desde fai 10 anos polo menos), leio hoje em El Mundo:
El pasado viernes, por orden del Fiscal General del Estado, del Olmo ordenó el secuestro del número 1.573 de la revista satírica ‘El Jueves’, porque en la portada parecía una caricatura de los Príncipes e Asturias en una posición "irreverente".
E claro, lá fum ao diccionário da RAE a ver que é esso de Irreverente. Pois bom, segundo a RAE é:
irreverente.
(Del lat. irrevĕrens, -entis).
1. adj. Contrario a la reverencia o respeto debido. U. t. c. s.
Resumindo, que já nom é que seja delicto que apareszam estes dous (autocensurado) practicando umha postura bem satisfactoria como é a do cadelinho, senom que qualquer cousa que nom amose reverencia seria delictivo.
Bom, pois já sabedes, a familia real há que postrar-se, senom um par de anos ao caldeiro.
Esto é a Espanha, um país de grandes liberdades e com umha democrácia asentada, já sabedes esse sistema de governo polo que todas as pessoas somos iguais.
Para los tolerantes e demócratas de “toda la vida” [ go ]
En estos días inciertos
en que vivir es un arte
quisiera poder cantar
en libertad expresarme
pues de todos es sabido
que censuran una parte
de las cosas que decimos
los artistas y cantantes.
Al compa Fermín de Negu
por denunciar con su arte
a la gente uniformada
corrompidas y cobardes.
Le han acusado de violento
de rarito y de malage
y así nos tratan al pueblo
con engaños y a callarse.
Por eso yo pido, no voy a callar
déjanos cantar, en libertad
de lo bonito, de lo feo y de lo innombrable
de esta vida de la muerte y de quien sabe,
de los amores, la injusticia y de su padre.
Mi amigo Rubén Muñoz
un murciano muy entrañable
insumiso y no violento
de esa gente que tú sabes
cuando ejercía su derecho
a poder manifestarse
se lo han llevado esposado
con violencia y mala sangre.
Por eso yo pido, no voy a callar
déjanos cantar, en libertad
de lo bonito, de lo feo y de lo innombrable
de esta vida de la muerte y de quien sabe,
de los amores, la injusticia y de su padre.
A mi amigo Félix Ángel
un alavés muy importante
como hermano solidario
ayudaba al emigrante
hasta que vino la justicia
con torturas y calambres,
con la intención de apagar
la llama que en todos arde.
Por eso yo pido, no voy a callar
déjanos cantar, en libertad
de lo bonito, de lo feo y de lo innombrable
de esta vida de la muerte y de quien sabe,
de los amores, la injusticia y de su padre.
Por eso yo pido, no voy a callar
déjanos cantar, en libertad
de lo bonito, de lo feo y de lo innombrable
de esta vida de la muerte y de quien sabe,
de los amores, la injusticia y de su padre.En estos días inciertos, Celtas Cortos.
Adicada especialmente a Ángel Espadas Díez, concelheiro do Partido Popular em Santiago de Compostela, ao que poderia acusar de todos e cada um dos delictos que aparescem no código penal espanhol, gratuitamente tal e como fai el com a campanha que está a promover para que um músico nom possa tocar em Santiago de Compostela. Comportamentos como estes som igualinhos aos que fixerom os nazis durante a década dos 30 em Alemanha. Cada um é definido polos seus actos, nom por encher a boca com palavras que nom entende.
Viva Europa ainda que perda!! [ go ]
Sae hoje na prensa a aprovaçom de um novo Tratado para a Uniom Europeia. É curioso que depois de que as pessoas que vivemos em esta parte do planeta dixeramos de forma clara que nom queremos umha constituiçom do capital para Europa, venham agora os democratas de "hoy mañana y siempre" a fazer o mesmo um par de anos depois. Esso sim, desta vez a aprovaçom vai a ser por trámite parlamentário, onde as maiorias do PP e do PSOE estám completamente de acordo.
Zapatero já adiantou que é importante criar um tratado para compartir as redes electricas… Todo para que essas empresas que malvivem e que nom tenhem beneficios (estou de conha…) continuem a acrescentar os beneficios, nom vaia a ser que depois a financiaçom dos seus partidos se resenta.
Em fim, mais um exemplo de essa grande democrácia cheia de democratas de toda la vida que nom sabem nem o que significa esse sistema de governo. Que leiam a Wikipedia por favor!!!!
O valor da repressom [ go ]
Leio hoje em 20minutos.es umha noticia sobre umha nova reforma do código penal na que todos os partidos menos o PP e o PNV pretendem aumentar a repressom sobre as infracçons do código de circulaçom.
Concretamente o que querem fazer é que se te pilham com mais de um par de canhas no corpo, a mais de 200 km por hora por autoestrada ou a 110 por núcleo urbano pois que te caigam de dous a cinco anos.
Fora de que nom é o mesmo ir a 200 tu só por autoestrada que a 110 por umha cidade as sete da tarde, escrevo este post porque recordou-me a noticia a umha cita que escoitei o outro dia a José María Mendiluce numha entrevista que lhe fixerom um colectivo pola legalizaçom das drogas. O Mendiluce dizia algo assim:
Por estas datas, cada ano a ONU manda um relatório sobre o consumo de drogas e a delincuencia asociada a dito consumo e tráfico, cada ano a cousa vai a pior, cada ano os estados continuam com as mesmas práticas, programas de proibiçom e aumentam a repressom. Quando pase mais um ano a cousa irá a pior, os estados continuaram com as mesmas práticas, programas de proibiçom…
O problema asociado aos accidentes de tráfico e terrível, cada ano morrem mais de 3000 pessoas no estado e cada ano aumentam as proibiçons e a repressom asociada para que todo siga igual.
