Ola mundo

Archive for Vietnam Outubro-Nov 2007

Visitando Hanoi, parte II [ go ]

Contava antes os problemas de vestimenta que me generara esso de ir a ópera aquí em Hanoi. Ao final rematamos o asunto mercando um pantalom numha das poucas tendas que há no bairro antigo que tenhem talhas um pouco grandes. Esto de estar um pouco gordo é um problemom cá em Viet Nam. Se tivera que viver aqui normalmente penso que acabaria com taparrabos, e nom pola minha tendência ao exibicionismo senom porque seria impossível topar com roupa.

Enfim, que depois de mercar o pantalom de marras, ducharnos, perfumarnos e ponhernos todos guapos lá nos fomos. Antes de ir a ópera tinhamos pensado ir a um dos restaurantes de autor que há em Hanoi, para seguir com a nossa habitual tendencia a que todo vaia meio mal, o restaurante estava pechado. Armados de paciência e com um chafe importante as nossas espaldas colhemos e lhe dizemos ao taxista se nos pode levar a um bo restaurante… ilusos de nós…

Comezamos a velada cultureta em um estupendo restaurante da zona velha que se chama "Litle Hanoi", que desde esta autotribuna o podo recomendar como o melhor sitio para comer… bocadilhos.

Sip, podedes imaginar-vos a escena, a Pili com um preciosso Ao Dai (traje tradicional vietnamita) de seda de cor negra com debuxos em magenta, eu com um pantalom e camisa branco nuclear, todos limpitos e estupendos em meio de umha maranha de mochileros e comendo um sandwiche de tres pisos a pili e uns espaguettis carbonara o menda. Poderia ser pior, nom pasa nada. As miradas que nos botavam o resto de comensais eram divertidas. Estava-mos a alegrar-lhes a noite.

Já com o bandulho cheio nos largamos a dar um passeio arredor do lago central de Hanoi colhendo caminho cara a Ópera. Todo mui romántico. E sabedes que, nom nos passou nenhuma desgracia. Nom caimos o lago, um carro nom nos tirou auga dum charco, nada. Um já se aburre quando as cousas vam normais.

Já em serio, o concerto nos gustou muito, na parte de Medelssohn saiu ao cenário um dos melhores violinistas vietnamitas (do que por suposto nom me acordo o nome) e nos deleitou com uns solos de violim increíveis. O tipo estivera estudiando na Rusia durante muitos anos violim e a verdade é que era um genio. Polo resto o que mais me chamou a atençom foi o insignificante número de vietnamitas que vam aos concertos de música clásica. Igual as tres cuartas partes dos asistentes eramos guiris. Definitivamente aos vietnamitas mola-lhes mais Pimpinela.

E  assim e com umha copa de Armanac rematou o nosso segundo dia em Hanoi.

De estes dous últimos dias pouco podo contar, estamos agora a cumprir com as obrigaçons familiares dos regalos e recordos que nos estám a levantar mais de umha dor de cabeza. Gastronómicamente falando ontem já nos tiramos ao churrasco num popular restaurante das aforas de Hanoi, a Elisa seguro que se acorda, o que estava ao lado do hotel da outra volta. Já temos a cabeza meio em Galiza meio em Vietname. Quedam pouquinhas horas aquí.

Imagino que nom publicarei nada mais até chegar a minha casa querida, depois já falamos em pessoa que é muito mais divertido e interactivo. Quere-se-vos.

[ 1C ] [ November 29, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

De voyeur por Hanoi, parte II [ go ]

[ 0C ] [ November 28, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

De voyeur por Hanoi parte I [ go ]

Ontem estivemos a pasear practicamente todo o dia polo bairro antigo de Hanoi. Ocurriu-se-me umha ideia para sacar fotos da gente da rúa. Com a cámara ao pescozo ir premendo disimuladamente o disparador, longitude focal de 17mm. sem enquadre, sem medidor de luz, sem tempos de exposiçom. Fotos em branco e preto. O resultado de gusta muito, a pesar de que o 90% das fotos nom servem para nada, esse 10% é vida pura, sem aditivos nem colorantes.

[ 0C ] [ November 27, 2007 ] [ Fotografia - Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Plágios [ go ]

De todos e todas é conhezido que em Asia o tema dos dereitos de autor é algo um pouco, nom sei como dizelo, pouco respetado. A última tendência já nom é que te atopes rolex em qualquer tenda da esquina, nom, agora se plagiam até as tendas. Foto de tenda no bairro antigo de Hanoi.


O pobre do Amancio Ortega nom deve ganhar para disgustos. ;-)

[ 1C ] [ November 27, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Visitando Hanoi, parte I [ go ]

Hanoi segue a ser a segunda cidade mais tola de Vietnam, apesar de que têm a metade de poboaçom que Ho Chi Minh City, esta cidade é para tolos. O dos claxons de carros e motos, que já tinhamos meio esquezido depois do periplo polas pequenas cidades do Viet Nam central aquí, em Hanoi, colhe umha nova dimenssom. Muito mais ruido que em qualquer outro sitio, já nos avisaram em HCMC, nom davamos crédito, agora sim, a populaçom de Hanoi lhe mola o claxom como as moscas lhes mola a merda.

No primeiro dia de visita estivemos a percorrer a cidade antiga, visita a pagoda central do budismo em Hanoi (mediocre), visita a catedral católica (mais mediocre ainda, e por riba pechada) e visita ao museio da História (pechado a metade do museio, o que esta aberto leva um par de horas miralo).

Como sempre, o melhor do pais e desta cidade som as ruas ateigadas de gente, os bares em cada esquina, gente que compra e vende qualquer cousa em qualquer lugar. Até colhes carinho aos plastas buscavidas que te vam dizendo cada 20 metros se queres motorbike, durante horas e horas e horas…

Também estivemos de visita na Opera de Hanoi, há espectaculo para os próximos dias de música clásica, dirigida por um noruego (Mats Liljefors) e interpretada pola orquesta filarmónica de Hanoi. É um Top Remix de clásica, há pezas de Sibelius, Medelssohn e a sétima de Beethoven. Colhimos um par de entradas por eso de ir um pouco de culturetas (por chulear eh! que logo onde este Juan Pardo ou Pimpinela que se quite o Beethoven esse). Depois de paga-las nos dimos de conta que há que ir em traje de noite! É um pouco absurdo, tendo em conta que na Opera Nacional de París que têm muito mais glamour, onde vai parar, podias ir vestido como quixer, mas já se sabe que cada um decide no seu terreio, e aqui os Vietnamitas como muita outra gente de arredor do mundo som mui dados as apariências. A Pili que apesar de que lhe mola a clásica leva repetindo insistentemente que ela o que queria era ir a ver ópera clásica chinesa. Eu levo horas pensando em que hostias me vou a ponher que poida parescer um traje de noite, que a minha coleçom de roupa de arrastrao mochilero nom da o pego. É esto da cultura um mundo cheio de contradiçons e problemas colaterais.

Os vietnamitas também vam muito a este edificio da Ópera, nom a escuitar música (suponho que para nom ter que solucionar problema engadido nenhum), senom a sacar-se a foto de recem-casados, ainda que bem pensado esso de casar sim que deve traer muitos problemas. Numha cidade de 4 milhons de habitantes, com umha media de idade de 30 anos há muitas bodas todos os dias. Ontem, nos 15 minutos que estivemos lá, passarom ao nosso lado duas parelhas. Vam ao plam occidental. Ela de branco virginal inmaculado e el de pinguino antártico. Sonrisas forzadas, posturas subrrealistas e fotógrafos intrépidos. Também contratam carros velhos, destes descapotables preciosos e antigos. Esso sim, os adaptam aos seus gustos cromáticos, o descapotável rosa que havia nom tinha preço.

Fomos a comer a um dos sitios populares recomendados pola nossa infatigável e concisa Lonely Planet, o garito era do estilo do que foramos em Haipong, onde havia carne de cão, nesta ocassom o que havia era serpe. Tenho que ser sinceiro e dizer que o dudei, por um momento estuvem tentado a pedir um prato de serpe. Sabia que ia ser a enveja dos meus colegas, já estava vendo umha estátua a minha honra ao pé do Obradoiro, "Raul Marinho, o que comeu serpe" mas ao final nom me atrevim, tenho um medo atroz a esses bichos e nom fum capaz, o meu ánimo por ser umha pessoa venerável nom da para tanto. Nos decidimos por um polo guisado com setas e umha de vaca mui frita com sementes de noseque. Muito menos impresionante mas ainda assim foi umha comida noxenta.

O cachos de polo que flotavam numha substáncia marrom que devia ser a salsa de setas (shiitake) eram o que se chama desperdicios do polo (pescozo e cachos similares), cheios de pel e graxa e correudos a mais nom poder. A vaca era dessa que podes estar masticando durante 20 minutos e ainda assim nom se desfai. O arroz fervido servido dentro de um caldeiro desses que se usam para transportar o gelo tampouco tinha preço. Rematei comendo umha hamburguesa com queixo numha cafeteria dessas que plagiam as que há em EE.UU. (vai ti saber se comim a serpe aqui) A cerveja, esso sim, estava rica. Nom sei se os autores da Lonely Planet provam os pratos quando escrevem as guias. Como o autor da parte norte de Viet Nam é británico imagino que lhe dara a birra mais que a outra cousa e logo pasa o que pasa. Cando iamos de caminho para o hotel paramos numha livraria e mercamos umha guia vietnamita de locais para cear. Bye bye Lonely Planet. Cando pola manha do seguinte dia vim que havia chouriço Revilla no buffet do almorço do hotel quase tenho um orgasmo.

Umha das dúvidas que tinhamos foi resolta nesse novo dia que comezou com o do chouriço. Quando passeias polo Viet Nam adiante umha das cousas que mais te chama a atençom é como som as vivendas da penha. Som casas loncha, com umha fachada de 4 ou 5 metros e depois mongolhom de profundidade, como 15 ou 20 metros. Se na Galiza somos dados a formas mais ou menos cuadradas, aqui o que se leva som os rectángulos. Esta geometria das vivendas ocasiona problemas que os Viets resolvem com muita imaginaçom. Por ponher um caso, o das escaleiras. As casas normalmente tenhem de 2 a 3 pisos de altura. O piso de abaixo se adica a ter umha tenda de qualquer cousa que se poida vender e os mais altos para viver a familia. Esto genera o tema de onde ponher as escaleiras, tendo em conta que aqui os teitos som mui altos (4 metros na planta baixa) é todo um problema montar as escaleiras sem que coma quase todo o espaço disponível. Nom nos olvidemos que temos 4 ou 5 metros de ancho. Os tipos solucionam fazendo descansilhos apoiados em colunas, sacando parte das escaleiras fora da casa ou como o ingeniero de turno quixo ou puido.

O motivo de tam insignificante ancho é que na época imperial (nom sabemos se agora é o mesmo) as licências de construcçom se pagavam polo número de metros que ocupava a fachada e nom por número de metros quadrados da vivenda. Os Viets, mui aforradores eles, atoparom que fazendo a fachada pequena e fazendo a casa mais longa saia-lhes mais a conto a obra. Eís a explicaçom. Estes já tinham burbulha inmobiliaria quando nós andavamos vivendo em cabanhas.

Mais contos outro dia.

[ 0C ] [ November 27, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Hanoi [ go ]

Olás!

Já estamos em Hanoi, capital deste pais que andamos a visitar e último destino da nossa viagem. Apenas 6 dias e já andaremos de volta por Compostela.

Desde o último que escrevim no blogue poucas novidades há. Fixemos um novo "tour" pola Bahia de Halong e ontem adicamos todo o dia a movernos desde Halong a Hanoi. Como queriamos ir em comboio e desde Halong nom há comboio tivemos que fazer umha ligaçom via Haipong. Com os tempos e o despacio que vai todo aqui já perdimos todo o dia. Bom, nom perdido, senom invertido na viagem.

Aparte de algum que outro lio com algum taxista (som os maiores timadores do pais, trucam os taximetros e multiplicam por 3 ou 4 a distancia que percorres e o preço que terias que pagar), e que provocou que ontem me saira o meu lado menos amável (tinhades que ver a cara do taxista, sentado no taxi e eu fora berrando, sinalando com o dedo e dizendo que ia a chamar a policia) o mais destacável é que nos acabamos de enteirar de que há umha epidemia de Cólera no norte do país, há 140 pessoas infectadas. Sendo Hanoi umha das principais zonas afectadas.

Polo que se leva visto, parece que a fonte da infecçom provem da pasta de gambas, que é umha movida coa que fam tortitas e umha especie de bolachas. Nós extremaremos todas as precauçons que já seria o que nos faltava colher cólera agora. Fundamentalmente as precauçons estam em nom comer absolutamente nada dos postos da rua, auga só engarrafada, nada de gelo, extremar as medidas de higiene pessoal e ir a restaurantes onde se sigam criterios de higiene um pouco bos (aqui som mui fáciles de localizar).

Como a conexom a internet aqui tambem se paga a preço de ouro (12 USD por dia) nom me conectarei até dentro de 3 ou 4 dias para contar-vos como vam as cousas por cá.

Recados:
Bouso, que abrigado ias na foto, fai muito frio? como quedou o gonzalo?!!! Por certo, comentalhe ao Alberto que aqui todos os retretes os fabrica umha empresa que se chama… "Toto" (tenho foto para probalo), eu cambiaria o alcume.
Eli, com esse frio e a birra na mao!! que enveja!
Eu mesma, recordos múltiples e amorosos da Pili e meus, para todas, que se vos bota muito de menos.

[ 4C ] [ November 25, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Video da Baia de Halong [ go ]

[ 0C ] [ November 24, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

De Haipong a Halong [ go ]

Re-olás!!

Continuamos a estar na Baia de Halong, ao norte de todo do Viet Nam e mui cerca da fronteira com China. Para seguir coa disciplina socialista da que caresce este país, imos a seguir o conto desde a chagada a Haipong.

Como contava no anterior post, depois das múltiples experiências com os autobuses no Viet Nam decidimos colher um taxi para Haipong. Nom poderia ser de outra forma. 3 horas para fazer 120 quilómetros com um taxista que nom sabia o caminho. Paradas a preguntar e um par de equivocaçons. Viet Nam é um pais no que a paciência a desenrolas até o seu máximo explendor. Ou tes paciência ou rematas matando. Seja a alguem seja a ti mesmo depois de tirarte por umha ponte. ;-)

Haipong é umha macro cidade de 1.6 milhons de habitantes. Amais de ser ponto de enlace para o comboio Halong-Hanoi a cousa nom têm demasiado interese. Nós que tinhamos previsto fazer a viagem de Ninh Binh até aqui em comboio tinhamos reservada umha noite num dos hoteis da cidade para que a cousa nom se nos fixera mui pesada. Como vinhemos em taxi tivemos toda a tarde para andar de passeio.

Em Haipong pouco há que ver, assim que estivemos primeiro a buscar um médico no hotel para ver se lhe recetava algo a Pili que andava com flemas e dor de gorxa. Um supom que quando estás num hotel de 4 estrelas os serviços vam a ser bos, a gente que trabalha lá vai a tentar solucionar os problemas que poidas ter. Bom, as vezes funciona, outras…

Quando preguntamos na receiçom do hotel se podiam chamar ao médico (serviço que está incluido no hotel) já nos puxerom cara de apuro, algo como: "Ups, estes que mosca ou mosquito lhes picou". Dixerom-nos que esperaramos 40 minutos e que já tinhamos médico. Felices estavamos.

Aos 40 minutos chegava ao quarto um tipo com umha bata branca (que podia ser de médico ou do carniceiro, ao final nom nos quedou mui claro) e umha rapaça da receiçom. O médico nom falava inglês assim que iamos ter traduçom simultanea (como os ministros, que guai!!). Nós com um pouco de ajuda da gesticulaçom iamos contando no nosso pésimo inglês os síntomas que tinha a Pili, que si tos, que si picor de gorxa, algo de flemas… O médico mirava para o teito do quarto. E mira que o teito estava bem, nom tinha humidades nem nada, que andaria mirando… Quando a amável recepcionista lhe contou em Viet os síntomas o tipo di que o melhor e que vaiamos o hospital. Ao hospital!!!! Juer, que a cousa é que nos deram um mucolítico e algo para a dor de cabeça!!! Insistimos um pouco de que creiamos que o melhor era que oscultara a Pili e dependendo do que ouvira que nos dixera, mas assim, por ciência infusa, mirando para o teito e nom para a Pili… O médico que nom, ele seguia buscando umha pantasma ou algo no teito e sem mirar a nadie dizia que o melhor era que foramos ao hospital, nós pola nossa conta, ele por suposto nom nos ia a acompanhar, devia ter que revisar os teitos de todas as habitaçons do hotel.

Acertadamente decidimos dizer-lhe ao médico que fora ele ao hospital (ou ao dentista que tinha os dentes todos picados, ou quizais ao oculista que tanto mirar para arriba…) que nós já nos buscavamos a vida. Depois de aprender a dizer farmacia em Viet conseguimos um analgésico e um mucolítico que mau de santo, em 24 horas problema solucionado.

Depois da aventura médica estivemos de passeio pola cidade. Fomos comer algo, o nosso continuo esprito de aventura guiava-nos a um sitio desses populares nos que a birra vale 20 céntimos, os vasos os lavam metendo-os um ratinho num caldeiro com auga (todos os vasos na mesma auga que há que economizar) e os menus nom estam em um idioma que poidamos compreender.

Depois de ver o debuxo do cam e ver que os do lado estavam comendo as patas do galo (com unhas e todo) decidimos que umhas gambas era o melhor…

Mais umha cousa que também comprovamos aquí é que os peluqueiros que há na rua e que te cortam o pelo mirando contra um valado também te quitam o zerumem das orelhas. Som peluqueiros multitarea. Ponhem-se umha linterna dessas de mineiro e com uns arames ponhem-se a furgar na orelha do cliente. Deve ser este uns dos motivos polos que os vietnamitas falam tam a berros.

Ao dia seguinte e depois da experiência do taxi que nom sabia o caminho, retomamos o tema de ir em autocarro. Que senom nom há nada que contar no blogue!

Os autocarros de Haipong a Halong saem teóricamente cada 20 minutos para fazer os 50 quilómetros que separam as duas cidades. Com a nossa sorte habitual conseguimos fazer a viagem em um par de horas, num autocarro destartalado que ia parando cada vez que alguem levantava a mau. De facto, um trabalhador da empresa de autocarros ia colgado polas portas abertas do veículo berrando para avisar a gente que pasava o autocarro das 12:00 que ia para Halong. Igual se puxeram umhas paradas de autocarro e uns horarios a cousa já tinha soluçom, mas entom este país nom seria Viet Nam.

E assim, depois de um par de horas o autocarro para na entrada de Halong, nos baixa na metade da nada e nos di que esse é o cruce que vai para Halong, eles siguem para a fronteira com China. Afortunadamente pasou um taxi aos 5 minutos que polo dobre que nos costou a viagem em autocarro nos levou os 8 quilómetros que havia até o hotel.

Halong é segum a Lonely Planet umha cidade cheia de prostíbulos, dam umha imagem horripilante e de facto aconselham pasar nela o menor tempo possível. Segum eles para visitar a Baia de Halong o melhor e colher um tour organizado desde Hanoi. Nós, firmes creentes da Lonely Planet, colhimos 4 noites de hotel na cidade. Um hotel da companhia estatal de turismo, esso sim. Do que di a Lonely nom podemos dizer muito. Há um cento de hoteis que tenhem uns cartazes enormes de "Foot Massage" mas nós polo de agora nom vimos nada estrano.

A baia, património da humanidade é um entorno fermossisimo. 3.000 pequenas ilhas kársticas inundam por todos lados o que a vista alcanza. Um mar tranquilo, uns atardeceres incríveis fam de este lugar um dos mais idílicos de todo o país.

Para recorrer a Baia de Halong há um sistema de control único no país. Em vez de que te vaiam entrando os donos de cada barco a ofrecer-te o que sea e que a cousa sea umha feira, o governo têm centralizado e controlado os trajectos e os preços. Para colher os tours tes que ir a um embarcadoiro onde estam todos os barcos. Lá contactas com um agente que te vende o tour e te leva até o barco no que vas ir. Quase todos os tours duram de 5 a 6 horas e incluem normalmente a visita a algumha cova. Nós fixemos polo de agora um par de tours e nos queda ainda um mais até a ilha de Cat Ba. Parque nacional e a ilha mais grande de toda a Baia de Halong. A espera de ter umha conexom gratuita (esta costa 1 USD por 15 minutos) vos ponho algumhas fotos mais. Em quanto chegue a Hanoi espero subir os centos de fotos que levo tiradas.

[ 0C ] [ November 23, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

De Hue a Halpong [ go ]

Olá de novo!!

Muitas cousas pasarom nestes dias que nom actualizei o blogue. A causa é que perdim os cables de todos os aparatejos que trouxem em Dong Hoi, no centro do Viet Nam. Mas bom, agora que esta todo solucionado imos a seguir contando desde onde deixei no anterior post.

O último dia em Hue, já com o cargamento de antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos acima, foi o melhor climatológicamente falando de todos os que estivemos lá. Assim que aproveitamos o dia para conhezer as partes que nom puideramos visitar a causa das chuvias. Primeiro nos fomos a ciudadela imperial, nome rimbombante e similar a que há na China, o nome digo porque o que é as estructuras e como se compararamos um BMW com um carro de vacas, a saber:

A ciudadela imperial se construiu a mediados do século XIX, cando o comezo da dinastia dos Nguyen, originariamente era um complexo enorme, feito de cemento e madeira lacada, de centos de miles de metros quadrados. Como todo na historia do Viet Nam foi umha guerra a que acabou com o esplendor da ciudadela. Quando o frente nacional do Viet Minh derrotou aos franceses na apoteósica batalha de Diem Biem Phu os franceses tomarom vingança arrasando todo o que colherom por diante. Deverom aprender mui bem a leiçom dos nazis quando estes invadirom e espoliarom o seu país. Assim, cousas como a biblioteca imperial a incendiarom e estuvo a arder durante tres dias, para gloria francesa e desastre cultural para o resto do mundo.

Poucos anos depois, Hue que esta situado no antigo Viet Nam do sul, era umha cidade tomada polas tropas sulvietnamitas e americanas. Durante a ofensiva do Tet de 1968 o Vietcong e o exército de Vietnam do norte atacarom a conquistarom a ciudadela numha noite. Fixerom ondear a bandeira vietnamita durante 28 dias, durante os cales se produxo umha das batalhas mais cruentas da guerra. O exército americano atacou com todo o que tinha a ciudadela e entre as bombas de napalm e os misiles arrasarom absolutamente todo. Bairros enteiros quedarom reduzidos a escombro e só perdurarom parte dos cimentos dos edificios. Se repetiam sucesos como os acontecidos durante a II guerra mundial na liberaçom de Italia, quando os exércitos aliados nom duvidavam em destruir estructuras de miles de anos para rematar com o inimigo. Caso montecassino por exemplo.

Para remata-la o novo governo comunista vietnamita considerou a ciudadela como um exemplo do feudalismo histórico que asolou o Viet Nam durante gram parte da sua historia polo que pouco ou nada fixerom por o seu mantemento e recuperaçom.

Hoxe em dia, declarado património da UNESCO, a cousa nom é que deslumbre. A antiga ciudadela imperial está reduzida a umha cuarta parte do tamanho original, 4 ou 5 edificios estam reconstruidos mas a inmensa maioria ou nom existem ou se edificou parte da cidade acima. Outro problema que há som as ratas, que já em todo o Viet Nam abundam mas como na ciudadela imperial em nenhum sitio. Som tamanho coelho e penso que se lhes pos um gato diante o merendam e ainda assim nom tapam o buraco da muela.

Com este panorama nom é que estiveramos horas e horas a mirar para o pouco que queda assim que nos fomos a mirar a Pagoda de Tiem Mu, conhezida em todo o mundo e parte do universo por ser o sitio onde vivia o monge budista que se inmolou como protesta contra a persecuçom que o governo do Viet Nam do sul (católico) estava a fazer dos movementos budistas. Esso de queimar-se ao bonço causou muita sensaçom e a estas alturas da história parece que muitos iluminados o vam fazendo ao largo do planeta. De toda a gente que se inmolou ao longo da história ninguem se lembra, mas deste, por ser o primeiro em vietname o tenhem mui bem considerado.

A pagoda está cheia de turistas a rebosar e aparte de guiris e todo o que elo conleva (postos de bocatas, de camisolas, motociclistas, taxistas, barqueiros…) lá vivem um par de duzias de monges que paresce que som parte da atracçom.

Nós que somos mui aventureiros fomos para lá em taxi, o taxista nos dixo que nos esperava fora mas lhe dixemos que nom, estavamos seguros que ao sair de mirar a pagoda já atopariamos a alguem que nos levara de volta dos 6 quilómetros que há desde a pagoda até Hue. Polo medio da visita e já quando o ceu comezada a oscurecer se nos acercou um barqueiro a dizernos se queriamos fazer o caminho de volta polo rio, que ele era o último barqueiro que andava por alí e que se ia marchar. Nós lhe dizemos também que nom, seguiamos confiados nas nossas posibilidades e meio indignados polas tácticas comerciais que usava o barqueiro. Ao final quando marchavamos quedavam apenas 15 minutos para que se fixera de noite e pasou o que já estades imaginando. Fora nom quedava nadie e armados de paciência comezados a patear os seis quilómetros de volta entre umha oscuridade total.

Quando levavamos 20 minutos, decidimos acercarnos a umha tenda de comestiveis com o telefono movil na mao e a nosa autoestima um pouco baixa. Arreglamos para que nos chamaram a um taxi. Ao final nem taxi houve e rematamos indo em moto com duas mulheres que nos levarom amávelmente e a cambio de tres dolares até o centro da cidade. O eco das risas das mulheres ainda se deve escuitar agora em Hue.

Umhas cantas horas mais tarde saíamos cara Dong Hoi, no centro norte do Viet Nam, umha pequena de cidade de 100.000 habitantes.

A esta cidade decidiramos ir para conhezer as covas de Phong Nha, patrimonio da humanidade. Lá nos fomos pola manha decinho (a esso das 12:00 que tampouco há que abusar). Depois de 40 quilómetros de taxi e 1 hora numha barca por um rio de nome imrponunciável chegamos as covas. Só dizer que som INCRIVEIS. Nom há outro qualificativo.

Aqui vivemos mais um exemplo do profundo respeito que lhe tenhem os vietnamitas ao seu patrimonio. O tipo que guiava a barca e que também nos fixo de guia, bom ainda que o de guia igual é muito dizer porque falar nom falou em todo o trajecto, nom fumou em toda a viagem, esso sim, foi entrar nas covas e acender um cigarro. Quando o rematou onde o foi tirar? pois sim, no chao, onde ia ser? O cartaz de nom fumar e nom tirar lixo estava bem visível mas… os vietnamitas som assim. Davam ganhas de colhelo polos huevos e fazer-lhe comer a colilha.

Ao dia seguinte marchamos do povo, que para ser justos, foi dos povos mais tranquilos e limpos que levamos visto. No hotel havia um grupo de occidentais que pensamos eram desactivadores de minas (estavam todos cheios de barro e levavam umhas camisolas com todos os paises onde há minas, os paises que faltavam devem ser os que as fabricam) Se nom for por este pequeno detalhe era um povo precioso para viver no Viet Nam. Também foi no hotel de este povo onde perdim os cables de todos os cargadores. Como diria minha mai “é que nom tes nada na cabeça!!”, como excusa dizer que foi por culpa de ter que levantar-me as 05:30 da manha. Um já nom está para esses trotes e depois pasa o que pasa.

Depois do madrugom colhimos um autocarro que deveria sair as 08:00 AM. Ao final saimos as 09:20 num dos autocarros mais subrrealistas nos que fum na minha vida. Já sabia que os vietnamitas som mui dados a estar durmindo em qualquer lugar e a qualquer hora mas que em um autocarro nom haja onde sentar-se porque todo o espaço vai com literas e algo que supera todo o que a minha imaginaçom poida concebir. 10 horas fomos deitados até chegar ao nosso próximo destino: Ninh Binh.

Ninh Binh é um povo de 50.000 habitantes que principalmente existe arredor da nacional 1, que é a estrada que vai a Hanoi. É um povo como muitos outros no Vietname. Têm como característica principal que nos arredores há umhas formaçons karsticas que emergem entre os arrozais e que som realmente chulas. Parece-se bastante ao que é Halong Bay.

Neste povo tinhamos o pior hotel de toda a viagem, e o confirmamos. O antro (e é que outro nome nom se lhe pode dar) era um mamotreto construido nos anos 70. Desde essa época acho que nom invirtirom um cão na sua conservaçom e a cousa anda que se cae a cachos. As paredes nom estam insonorizadas e de seguro que no Vietname de 1970 nom havia o ruido que há agora. Também descubrimos aquí que os vietnamitas som como os galegos e galegas mui propensos a falar a berrido limpo. Duas noites que passamos no hotel e duas noites das que foi dificil conciliar o sono.

Para conhezer os arredores decidimos alugar umha moto. A pesar de que no hotel nom havia o serviço de aluguer de motos, umha amável recepcionista do hotel rápidamente decidiu alugarnos a súa a cambio de 10 dólares. Cheios de ilussom e já imaginando-nos o Che Guevara na “poderosa” no seu viagem por américa latina iniciamos caminho.

O dia estava bastante anuveado mas ainda assim a paissagem é mui fermosa.

Por esses caminhos estivemos a conduzir todo o dia, já quando estavamos a iniciar o regresso desde um ponto indeterminado dos arredores de Ninh Binh aconteceu a desgracia diaria a que estamos sometidos, a roda de atrás da moto pinchou. Depois de andar um kilómetro chegamos a um pequeno povo. Sabiamos que quando um negocio tem um cartaz que pom “Rua Xe” significa reparaçom de motos, assim que lá estivemos buscando. Topamos com um e fomos preguntar se nos podiam arranjar a moto. Por suposto nos povos pequenos do Viet Nam o inglês é algo totalmente desconhezido. Varios tes mais tarde, um bo home que tinha umhas pintas de estar colocado até as celhas de maria arranjounos a moto. Umha hora mais tarde e depois de preguntar vinte vezes como se chegava a Ninh Binh demos chegado ao hotel. Estavamos cansos a mais nom poder, mas ainda nos quedava pasar toda a noite no “antro” antes descrito.

Ao dia seguinte colhimos um taxi para o próximo destino, Haipong. Pero esso vai a ser outro conto.

[ 1C ] [ November 22, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Todo arranjado [ go ]

Bom, depois de muitas horas insufriveis a cousa dos dentes já anda arranjada. 3 dias a tratamento de 18 pastilhas diarias e nada del alcool. É umha autentica barbaridade (o número de pastilhas, o do alcool vai-se levando que tampouco é para tanto) mas foi o único remedio para acabar com a dor. O médico acaba de marchar depois de deixar-me o cu quente com outra pincha intramuscular. 120 eurazos…

A cámara morreu definitivamente. Estou em negociaçons para fazer-me com umha 40D de Canon, bastante mais barata do que costa em Europa (vou a mercala numha tenda, que nadie pense mal…). A ver se manha a tenho e podo seguir sacando fotos, senom aqui há guiris com umhas pedazos de cámaras da leche… ;-)

Um bikinho para todas e todos!

[ 2C ] [ November 14, 2007 ] [ Vietnam Outubro-Nov 2007 ]

Next entries »