Iberia, essa agradável companhia. Crónicas aéreas [ go ]
Olá de novo!!!!
Escrevo esto reciem despegados de Santiago de Chile rumo cara Madrid, parece ser que chegaremos sobre as 7:30 (6:30 hora espanhola). Daí já colhemos ligaçom cara Santiago de Compostela.
Ontem estivemos de despedida numha super parilhada de Santiago de Chile. O local chamava-se "Vacas Gordas", título bastante apropriado tendo em conta amais do par de grandes parilhas que tinha a cousa deveria haver mais de 100 pessoas comendo, alem de aproximadamente 20 camareiros. Ceamos umha tira de costilha de terneira (a Pili) e um costilhar de porco (eu). Todo regado com Pisco e um Carbernet de 14.5º Fum para o hotel quase que dando tumbos.
Hoje pola manha já tuvemos que ir indo para o aeroporto. Para variar ao final rematamos mais umha vez nos asentos centrais do aviom. Desta vez nem pasilho temos apesar que no momento de facturar o tipo bem nos dizo que nos iba a dar pasilhos centrais. Para completar a jornada temos a um par de terroristas infantis (umha parelha de neno e nena de aproximadamente 8 anos) justo sentados atrás de nós. Vamos, que um disfrute total… menos mal que só nos quedam 12 horas de viagem. Se foram 24 poderia ser pior. (todo é autoconsolarse)
Bom, e polo de agora mais nada, já voltarei a escrever mais algo quando este aburrido. Polo de agora o parche da nicotina comeza a fazer efeito. Som as 15:27 neste momento e vou a cambiar a hora para o horario galego. Comezamos o proceso de adaptaçom.
Bom, pois aquí estamos de novo. Arredor da 1:00 A.M. e a apenas 5 horas para poder abandoar o aviom este das narices.
O que contava fai um momento dos terroristas infantis nom é de conha. Já nom sei polo que decantar-me, meterei-lhe um calcetim velho na boca? Fago que se me cai o portatil e haver se tenho sorte e se lhes abre a cabeça em canal? Estou desesperado entre a falha de tabaco e os malditos neno e nena que estam detrás.
No fim do mundo [ go ]
Olá de novo! Escrevo já desde o aeroporto de Punta Arenas, quando queda hora e meia para que colhamos o aviom cara Santiago de Chile. Lá facturaremos com Iberia, iremos a cear para despedirnos de Chile e já manha pola manhá nos imos cara Santiago de Compostela. Mas nom adiantemos acontecimentos.
Na última entrada falava do último dia no Magalhanes, o barco que nos trouxo para acá.

Ao chegar a Puerto Natales, colhimos o hotel mais caro de toda a viagem. Apenas estuvemos umha noite mas pagamos 200 USD por essa noite. Somos uns pringaos. Para rematar a historia do hotel que de verdade prefiro nom recordar demasiado, contar que nos entrarom por tres vezes no quarto. A primeira a esso das 7 A.M. mentras ainda estavamos durmindo. Umha hora depois, que ainda estavamos na cama mas já algo despertos volverom a entrar. E justo antes de almorçar, mentras eu estava fora fumando e a Pili no banho voltarom a entrar. Deviam ter muita pressa por ponher-se a limpar o quarto. Nom nos pasamos na queixa, mas algo houve que dizer.

Depois já alugamos um 4×4 para os seguintes quatro dias e fumos ver a "Cova do Milodón". A cova é onde teoricamente durmia o Milodón, umha espécie de perezoso gigante prehistórico. A cova era impresionantemente grande. Do milodón só há umha reproduçom em pedra, porque os restos que existem estám em museios europeos. Um exemplo mais do colonialismo que sofreu toda América durante os últimos séculos.

Depois da cova colhimos o carro e fomos cara o sul. A 200 quilómetros de Puerto Natales há umha pinguineira e lá fumos a ve-la.

Penso que foi umha das experiências mais bonitas da minha vida. Som graciosissimos os pingüinos.

Mogolhom de comportamentos humanos os asocias com o que fam, e te ris muito. Das pinguineiras nos marchamos a durmir a Punta Arenas, capital da provincia de Magalhanes, onde remata o continente americano entre outro inolvidável anoitecer.

No hotel deixei-me o objectivo macro que levava… menos mal que já passaramos pola pinguineira.
Depois marchamos para Tierra del Fuego. É o cacho de terra que há ao atravesar o estreito de Magalhanes. E pedaço cacho de terra, deve de ser como mínimo o duplo de tamanho que a Galiza.
A experiência em Tierra del Fuego foi possívelmente a mais extrema de toda a viagem. Em toda essa extenssom apenas vivem 20.000 pessoas junto com 2 milhons de ovelhas.
Em todos os lados ves ovelhas, e algo increível.

Em Tierra del Fuego nos fumos a durmir a Porvenir, um povinho de apenas 5000 habitantes que é a capital da ilha. Já vos podedes imaginar se esso é a capital o que pode ser o resto. Extenssons inmensas de terreo sem nada a vista. Ovelhas e erva, ovelhas e mais erva e nada mais.
Aquí quase nos quedamos tirados de gasoil. Nos ibamos tam contentos paseando pola ilha, que nom nos dimos de conta que o nível iba baixando. Esto junto com que numerosas cidades que aparescem no mapa estam totalmente abandoadas foi o que fixo que nos quedaramos sem poder repostar. Também nos quedamos sem poder comer, mas bom, há reservas de grasa para aguantar um par de anos, nom problemo
Ao cruzar o estreito de Magalhanes também vimos varias vezes golfinhos. Com um aspeito de orcas em miniatura e nadanto e saltando a toda velocidade.
A regresar de Tierra del Fuego cometimos o erro de nom calcular bem as distancias e o tempo de dia que tinhamos para chegar ao hotel mais próximos, assim que rematamos durmindo dentro do carro a beira da carretera. Nom foi umha maravilha mas penso que neste mes temos durmido em sitios piores.
Daquí já nos fomos para o Payne. O melhor parque natural de todo America do Sul. E desde logo o melhor parque natural no que estivem na minha vida, ainda que esto tampouco é indicador de nada.

No parque estuvemos dous dias, acavamos durmindo no carro e adiantando o regreso por culpa de umha pedrada que nos meterom no parabrisas que provocou umha rotura que se ia angrandando por momentos. Do Payne o que vedes, muito que contar nom há.


E pouco mais, agora aquí estamos, fazendo tempo para um voo interno por chile de 5 horas com tres paradas. A ver se nom desesperamos muito.
Por certo, ao final nom fum a Argentina. Os arredores das fronteiras estam minados. Nom sei se com minas antipersoa ou antitanque. Mas se nos quitarom as ganas. Todo por umha disputa entre estes dous países, Chile e Argentina, que em 1979 quase estuverom a punto de entrar em guerra. Agora me explico a animaverssom que há.

Em fim, para botar-se a chorar.
Ultimo dia no Magallanes. Por fim um pouco de sol. [ go ]
Que resaca que tenho, o guisqui e a pior cousa so mundo… nom é um resumo apropriado para estes dias mas hoje estou que nom dou pé com bola.
A experiência de estar uns cantos dias pechado num carguero reconvertido a cruzeiro é algo estupendo, estupendo mas cansa muito. Hoje chegaremos a Puerto Natales a esso das 16:00 e a verdade é que nom o botamos para nada de menos. O barco me refiro
Tuvemos bastante mala sorte durante os dous primeiros dias. Da pretenssom inicial de ver baleas ao final nada de nada. Lobos marinhos ou focas sim que vimos, mas nada mais grande. Hoje está algo despejada a cousa, mas tudo o tempo estuvo anuveado e nom dimos visto demasiado.

Hoje já saiu um pouco o sol e vai iluminando a parte alta das montanhas, que tenhem neve perpétua com o que já podes ver algo mais e fai-se mais divertida a viagem.
No barco conhezimos como di a Lonely Planet a umha panda de camioneiros chilenos e borrachos. Do total da passagem eles som 6, os 200 restantes som turistas, mas bom, ao final foi bastante divertido.
Com os que estuvem a falar a verdade é que som pessoas bastante inteligentes. Falam de que o grande problema que tem Chile agora mesmo é a falha de educaçom. Rompeu-se-me um pouco a imagem que tinha tipica do camionero.
Do resto da passagem pouco que contar. Há um número increívelmente alto de bascos e bascas e catalães. Galego e galega só estamos nos. Por certo é a modo de bricndeira dizer que aquí as pessoas com poucas luzes, chama-se-lhes "Gallegos". É divertido mirar a cara que ponhem quando te preguntam de onde es, e tu com toda a naturalidade do mundo diz-lhes que eres galego.
Ah! que quase nom o conto. Ontem fumos a ver o glaciar Pio IX, foi umha experiência para ficar maravilhado por horas. O barco foi-se acercando pouco a pouco, desde varios quilómetros até ficar a poucos metros. Com o gelo cheio de miles de tonalidades de azuis. Foi algo increível de verdade. Debim de tirar como umhas duaszentas fotos.


Agora estamos planificando o que imos a fazer nos próximos dias. Nom temos demasiado claro se nos vamos a quedar na parte "norte", ou seja, na cidade de Puerto Natales, ou se vamos a ir ao "sul" cara a cidade de Punta Arenas. Em principio o planing para estes dias é visitar o glaciar "argentino" do Perito Moreno, ver a cova do Milodón, umha expecie de perezoso gigante, ver o melhor parque nacionals de todo américa latina o "Torres del Paine", ir até Tierra del fuego, atravesar o estreito de magalhanes e por suposto e esso que nom fique sem fazer, visitar mogolhom de pingüineiras. Bom essas som as intençons iniciais, mas nom penso que nos vaia a quedar nada sem fazer. E se queda, pois bom, haverá que voltar para rematar de fazelas
Ah! e outra cousa que se me quedou por contar, foi a experiencia no SPA de Llifén, quedamos em um estado de relaxaçom total. Foi a mar de bonito estar tirados em umha piscina de auga fervendo, com chorros que te vam dando nos lumbares e com umha piscina de auga fria para ir cambiando de temperatura e fazer melhorar o riego sanguineo ou algo parescido.

Fora da piscina, havia um jardim com vistas as montanhas todas geadas, lástima que nom havia cerveja, era o único que lhe quedava para que fora realmente perfeito.
Bom, vou-me a sacar fotos que agora mersmo andamos por umha zona cheia de montanhas com as cimas nevadas, e é realmente bonito. Vemo-nos na seguinte crónica, chau!
Primeiro dia a bordo do Magallanes [ go ]
Olá, olá…
Escrevo esta primeira entrada a bodo do barco Magallanes da Navimag. Agora mesmo som as 9:30 da manha e aquí estamos, a disfrutar um pouco do mareio e do frio que produz esto de andar dando tumbos a causa do vaivem das olas.
Ao final, ontem embarcamos a eso das 21:00 h. A espera foi longuísima, principalmente a causa da botelha de vinho tinto que me bebim na comida. Menudo cagalhom que me agarrei!

O barco é um cargueiro japonés de 1978. Esta mui bem cuidado e imos quase 200 pessoas de passageiros. Amais de um bo número de containers, claro. Tem como 120 metros de longo por uns 20 de ancho.
Polo pouco tempo que levamos aquí nom podemos dizer muito, apenas deunos tempo a catar um pouco de cafe e pouco mais. Em breve comezaremos com a birra e o vinho, suponho. Agora mesmo estamos a pasar o Golfo de Corcovado, o tempo é bastante mau, esta todo anuveado e nom temos demasiada visibilidade. Ao longo do dia de hoje, suponho que a cousa ira para melhor e a paissagem vai-se transformar a algo increível. Ou esso espero.

Acavam-nos de explicar como vai todo o tema de seguridade abordo do barco. No problemo. Igual vemos baleas!!!!!
Agora mesmo acabamos de comer. Salmom com um pouco de arroz mais umha ensalada a base de repolo e umha folha de leituga. Pse, nada relevante. O ceu está completamente anuveado com o que a paissagem deixa um pouco de desejar. Umha autentica lástima.
Autocarro perdido [ go ]
Nos passa por nom prever as cousas. Tinhamos pensavo ir para Puerto Montt o domindo pola tarde, mas nom dimos atopado praça no autocarro. Assim que nada, mais um dia em Valdivia e a madrugar para ir a Puerto Montt pola manha cedo. Temos que facturar as equipagens antes das 13:00 do luns.
Ao final deu igual, o cruzeiro nom sai até as 20:00. Agora mesmo estamos com umha borracheira de tres pares de narices a esperar que chegue o barco. Som as 15:00 e nom me tenho de pe.
Boto-vos de menos, esta é umha viagem para compartir…
Quero-vos.
Autostop, spa e ratos no quarto [ go ]
Olá de novo, hoje já é domingo, manha comezamos a última parte da viagem com o cruceiro pola Patagonia desde Puerto Montt a Puerto Natales. 4 dias por umha das zonas mais selvagens e desconhezidas do planeta.
Ontem continuamos pola zona dos lagos no 4×4. Continuamos a bordear o Lago Ranco. Amais das incriveis paissagens de este sitio, o mais destacável foi que colhimos a umha docena de pessoas no 4×4. Chegamos a ter a 6 pessoas subidas a pikup do carro. Um deles cantando, foi a mar de chulo.

Quando ibamos conduzindo ocurriu-se-nos que poderiamos preguntar-lhe aos nossos passageiros convidados que se ian para umha festa. Já fixemos o conto da leiteira e nos viamos cantando e bailando num povo perdido do mundo da X Región de Chile. Ao final ian para umha movida cristiana evangélica. Case que nos adicamos a buscar um sitio onde durmir e ver umha das melhores postas de sol da nosa vida.

Quando estávamos chegando ao povo desde onde escrevo esto, Puerto Llifén, vimos um cartaz de um local que era um SPA!!!!!!!!!!!! É para caer de cu. Aquí, depois de tropecentas horas conducindo por caminhos onde é impossível ir em carro normal, com umhas columnas de pó de metros de altura que vas levantando a medida que vas indo polos caminhos de terra… e há um Spa. Com as tinas de hidromasagem, umha piscina com auga subterranea de um volcam da zona… em fim, que nos imos a tomar um café e lá nos vamos de cabeza.

Como nom há paraiso sem inferno, já conto também que a cabana onde estavamos durmindo tem roedores. Eu só vim um ratinho movendo-se por baixo de um moble que há ao lado da cama, mas seguro que esto está inçado. Nos vamos daquí agora mesminho…
Cicely existe… [ go ]
Depois de botar um dia em Valdivia, cidade universitária e capital chilena da cerveja (aqui nos bares servem uns aparatos de 3.8 litros para ti so!!!! também os podes compartir eh!
Decidimos alugar um 4×4 e pasar um par de dias de excurssom por um dos milheiros de lagos da regiom.

O primeiro dia me trabuquei na saida e em vez de ir cara um dos lagos, acavamos na costa visitando algum que outro povo da zoa. A paissagem é terrivelmente fermosa.

O segundo dia já a amanhamos correctamente e fumos de visita a Lago Ranco, a 120 quilómetros de Valdivia.
Recordades Doutor em Alaska? Pois num povo mui parescido estamos nós. A vila tem tres ruas nada mais, umha emisora de radio propria. Nenhum turista. Velhas de 60 anos fazendo autostop. Um par de bares, algum que outro supermercado, umha pista de aterrizagem para avionetas e umha paissagem que é dificil de contar polo impesionante que é.

Fai um frio da leche, esso sim, pero é tam fermoso todo esto que nom sei que mais contar… deixo-vos que penso que vou a ver se dou alugado umha barca para visitar o lago.
Por certo, estamos em zona Mapuche. Umha étnia índia que leva 500 anos resistindo aos invasores. E nom estam de conha, tenhem varios presos políticos nas cárceres chilenas. Que mais podo pedir?

Valparaiso é um paraiso? [ go ]
Desde o último post já passamos ao sul do país. Agora mesmo acavamos de alugar umha cutre cabanha no jardim da casa de umha senhora de Valdivia, mas vamos por partes…
Desde Vallenar continuamos no carro cara Valparaiso, aparte de algumha que outra parada polo caminho em algumha caleta ilídica para confirmar que o marisco chileno é a peor cousa do mundo, o trajecto foi mais longo do que pensamos e chegamos a Valparaiso já a última hora, era de noite e a experiência conducindo por Valpo foi o peor do mundo.
Em Valparaiso as pessoas que tenhem carro tenhem presa e som chulos a mais nom poder. É algo sobrenatural a hostia a que conduzem por essa cidade. Tu vas a 60-70 quilómetros por hora polo centro da cidade e TE VAM PITANDO PORQUE VAS LENTO. Fazia anos que nom estava tam estressado ao volante como desta volta.
Valpo, que é como lhe chama a gente dali a cidade é umha cousa bonita (segum a Pili, mui bonita). Fundamentalmente é umha enseada mui grande, com as casas subindo polos montes próximos. As casas estam pintadas de muitas cores e tenhem um estilo arquitectónico que se asemelha ao indiano galego.

O primeiro que fixemos ao chegar foi buscar hotel. Nestes últimos dias o que estamos a fazer é chamar por telefone a medida que nos imos acercando a umha cidade aos hoteis que saem na guia que levamos. O que seleccionamos chama-se "Puerta de Alcalá" ou algo similar. O hotel por fora tem umha pinta estupenda assim que entramos todos decididos.

Ao final o quarto resultou ser… nom sei mui bem como explica-lo. Melhor coloco umha foto das maravilhosas vistas que tinhamos pola janela… Sobram os comentários.
Pouco fixemos depois de deixar as cousas no hotel. Ir a cear algo, dar um pequeno paseinho e directos para a piltra.
Umha cousa que tampouco contei, mas que nos esta surprendendo é o borracha que vai a penha por aquí. Explico-me, nom é que todo o mundo vaia calzado, nom, o que se passa é que quem vai borracho, vai dando tumbos. Algo mui exagerado. Vamos, que nem as 9 da manha em Ruta ves algo parescido. Logo ves outra penha que vai mogolhom de posta. Como se estiveram esnifando pegamento ou algo similar.
Ao dia seguinte e depois de deixar o hotel, tocou-nos cambiar os cheques de viagem que levavamos por pasta local. Já contei todo o drama do cámbio em Santiago de Chile nada mais baixar do aviom. Desta volta tampouco saiu a cousa a primeira. Nos iamos a mercar uns bilhetes de autocarro já que iamos a deixar o carro e ir a Valdivia em autocarro. Justo ao lado da estaçom havia um banco com umha taxa de cámbio bastante boa, assim que lá entramos. Nos atende um caixeiro bastante amável e comezamos a firmar todos os cheques que nos quedavam. Umha vez que temos todo firmado vai o tipo e nos di que tem um problema com a comunicaçom com Americam Express e que nom pode confirmar os cheques com o que nos vemos com 1300 dólares em cheques de viagem inutilizados. Saíanos o fume pola cabeza.
Depois de meia hora a berros dentro do banco, conseguimos que chamaram a umha casa de cámbio que sim tinha comunicaçom com American Express ??¿¿ e dixerom-lhe que os cheques os firmara-mos diante deles. Polos pelos conseguimos cambiar as pelas, mas por um pouco já nos viamos fregando cacharros por Valparaiso.
Outra cousa mui particular de Valpo, é que a gente nova vai muito na movida gótica. Ves cada pinta que alucinas.
Pouco mais nos deparou Valpo, aparte de tomar um bocata em algumha terraza com vistas expectaculares e ver a pasma em todo o seu explendor chileno.

Daí fumos cara Santiago de Chile a devolver o carro e colhimos o autocarro cara Valdivia. Os autocarro que fam trajectos de longa distancia (forom 10 horas de viagem) som espectaculares.
Os asentos som como os de clase bussiness em voos intercontinentais. Podes estirar-te todo, tes um azafato que te arroupa com umha mantinha, ofrecem-te um zume, umhas bolachas… vamos, um lujazo.
Quando chegamos a Valdivia (que é umha cidade universitária na regiom dos lagos) iamos bastante sobados depois das 10 horas de bus. Justo ao baixar entrarom-nos varias pessoas ofertanto umha penssom mui por baixo do preço de mercado. Vamos, algo parescido ao que passa também em Compostela. Lá nos fumos com umha tipinha. Rematamos no jardim da sua casa numha cabanha com as paredes cheias de manchas, tendo que fazer nós a cama… em fim, um desastre. Nos pasa por listos.
O Pucará de Quitor e o Valle de la Luna [ go ]
Um Pucará é umha construçom defensiva da povoaçom indígena do deserto de Atacama. Venhem a ser umha espêcie de castros galegos. Forom utilizados como método de resistência contra a invassom espanhola desta parte de lationamérica. No Pucará de Quitor, povoaçom pegada a San Pedro de Atacama há umha placa. Esta escrito:
HOMENAJE A LOS 25 ATACAMEÑOS
DEGOLLADOS EN ESTOS PARAJES
Defendian su libertad,
familia, alimentos y animales
contra un centenar de aventureros
ávidos de oro.
Esto sucedió en 1540, cuando los invasores
estamparon los cascos de sus caballos
en el desierto de Atacama.
Este hecho marca el decadente destino
de la desarrollada cultura Atacameña
… hasta nuestros días.
El atacameño es quién aqui
al verse desamparado por sus Dioses
y por el Dios que le impuso el conquistados
imitando a Cristo crucificado, grita:
¡DIOS MIO, DIOS MIO!
¿POR QUE ME HAS ABANDONADO?
Esta obra busca la conciliación
y procura borrar
las cicatrices de la Historia.
Simboliza el espiritu armonioso
de los hombres de buena voluntad
de la Comuna de San Pedro de Atacana
y del planta Tierra.
Octubre de 1992

Como dizia o outro dia, o povo de San Pedro tem bastantes similitudes com Puerto Viejo, o povo de Costa Rica onde passei 40 dias em Janeiro-Fevereiro de 2006. Similitudes que se reflexam na turistificaçom "alternativa" que se vive neses lares.
A diferência principal que vim, foi primeiro que San Pedro está todavia numha fase na que a povoaçom do povo nom foi desplazada totalmente, há sitios (poucos) nos que as pessoas do povo se relacionam entre elas. Com os turistas ou visitantes a relaçom é inexistente, da mesma forma que a maior parte dos locais do povo estam regentados e trabalhados por pessoas que nom som dalí, e em casos, nem siquer de Chile.
Realmente esto é umha consequência dos procesos de turistificaçom. Na Galiza eu penso que também estamos neste proceso. Numha fase primigenia esso sim. Todo esto desvirtua enormemente a visita ao povo. Viaxas centos e centos de quilómetros para que quando te sentas a jantar, em vez que comer a gastronomía local e lanças a comer pizzas ou comida que também viaja centos de quilómetros. É mogolhom de triste.
E a povoaçom local se ve na dicotomia de escolher entre o seu método de vida tradicional, ou os quatros fáciles do turismo. Em San Pedro penso que estam também intentando compaginar as duas alternativas, mas polas caras que se vem, ou o cansáncio que se mostra quando falas com eles se ve que a cousa nom vai demasiado bem.
Cambiando um pouco de tema, estuvimos de visita no Pucará e depois fumos até o Valle de la Luna. Este val, é um cacho de deserto onde há enormes salinas (o deserto de Atacama foi em algum momento da história parte do Oceano), o que provoca que o chau tenha um aspecto blanquecino provocado polo sal que o asemelha ao aspeito que pode ter a lua.

Lá estivemos para ver a posta de sol desde o alto dumha montanha. Gostei inmenso.

Escrevo este post desde Vallenar, já a apenas 800 quilómetros de Santiago. Numha zona que é mui conhezia por um efeito que se produz de quando em quando que consiste em que o deserto floresce a consequência de chuvias intensas. Por desgracia este ano paresce que nom choveu o suficiente polo que pasamos sem ver a maravilha.
Daquí nos iremos hoje cara Valparaiso, já a 120 quilómetros de Santiago, para dar por rematada dentro dum par de dias a experiência no norte de Chile.
Em breve toca cargar com a mochila e ir movendo-nos em taxi, comboio, buses, ferry e aviom, para enfrontarnos com a Patagonia Chilena e a zona Antártica do pais. Vai a ser estupendo porque a verdade já estamos um pouco cansos de tanto deserto e tanto carro.
Eu estou com toda a cara queimada polo sol, os beizos os tenho que parescem coiro duro, todos quarteados e sem sensibilidade a causa da falta de humidade e do sol extremo do deserto. Esso sim, nom mudo a experiência por nada do mundo.
A moça de Chuqui e os geiseres do Tatio [ go ]
Como contava fai um par de dias fumos de visita a mina de Chuquicamata. O buraco é algo descomunal. Quatro quilómetros de largo, tres de ancho e novecentos metros de fondo.

A cousa já nom é como quando a visitou o Che. Agora os mineiros apenas chegam a 900 e todo o proceso se desenvolve a través de enormes máquinas. Tam enormes que quando sacas fotos tes que buscar algo que de perspectiva, senom paresce que estas retratando joguetes.

Das cousas que mais me chamarom a atençom foi a guia da excurssom. É o que típicamente denominamos cam de empresa. Para visitar a guia tes que ir até o asentamento mineiro que há arredor da mina. Hoje em dia está em proceso de desmantelaçom, de facto a maior parte da gente já nom vive lá. É um povo inmenso cheio de casas abandoadas, comercios pechados e edificios sepultados ou em cinças. Para ponher um ejemplo do comportamento e argumentos da guia, dizer que o povo foi desmantelado por causa da enorme contaminaçom da zona, amais de que no subsuelo do asentamento há reservas de cobre, e para a empresa nacional de cobre chilena (CODELCO – Corporación del Cobre) é o importante. Quanta quantidade e durante quanto tempo poder continuar a extraer o mineral. Bom, ao que ia. A guia em vez de contar a verdade do porque do reasentamento do povo o que dixo foi que por causa de umha norma ISO, CODELCO se autoobrigou cambiar a residencia dos seus trabalhadores e trabalhadoras, o da contaminaçom e as reservas no subsuelo da cidade por suposto nem comentalo.
Outra cousa que também foi curiosa foi o empenho e orgulho que tinha a guia em dar cifras do que valia a peça de cobre, que grande quantidade de dinheiro estavam a sacar de algo tam inofensivo como fazer um buraco no cham do deserto. Dos sulfuros, acidos, metais pesados e do grande impacto medioambiental também por suposto nem umha palavra.

Depois de ver a mina, colhimos rumo a San Pedro de Acatama, é um povo bastante lindo, com as casas de adobo de umha soa planta. O problema é a turistificaçom masiva. De todos os hoteis que saem na Lonely Planet deste ano (e som uns quantos) nenhum tinha quartos livres. Ao final conseguimos atopar quarto num que acava de abrir e que paresce que nom esta publicitado em nenhum sitio. Depois desto arreglamos umha excurssom aos geiseres do Tatio para hoje as 4 da manha em Cactus Tour, umha das melhores recomendadas na guia Lonely Planet.
Acabo de chegar (som as 13:00) da excurssom e tenho um mosqueio maiusculo. Por partes.
Como dizia, teoricamente vinham a buscarnos a porta do hotel as 4:00 – 4:10 AM Ao final aparescerom as 4:30, nom é que sea muito retraso, mas a essas horas estás com umhas ganhas terríveis de continuar em posiçom horizontal e cada minuto que pasa se te fai bastante longo.
Fumos numha furgoneta destas altas de 15 praças. Iamos o conductor, o guia e 9 passageiros. O guia o primeiro que nos di é que tentemos durmir, penso que foi o único que durmiu, para o resto era algo impossível, o ruido que fai umha furgalha dessas por umha carretera de terra, cheia de baches, ondulaçons, rios que a atravesam, tramos de cantulhos… fai que seja literalmente impossível durmir.
Quando chegamos ao Tatio (sobre duas horas depois) e depois de baixar da furgalha (para ponher-vos em situaçom dizer que estavamos a 10 ºC baixo cero e a 4.500 metros de altura (os geiseres do Tatio som os que estam a mais altitude do mundo) eu me puxem a montar o trípode e a cámara mentras o tipo contava o que era um geiser. Pareceu-lhe fatal e diante de todo o mundo me soltou que ja teria tempo depois para "hacer fotitos". Pode ser que estivera bastante sensível, tinha o estómago feito um cristo polo mal de altura e um sono da hostia, pero me sentou fatal. Me atravesei com o guia desde aquela.

Dizer também que quando contratamos a excursom em Cactus Tours de San Pedro de Atacama, nos venderom a moto de que eles faziam viagens sem presa, com trekking, e que a visita posterior a um povo de indigenas se fazia sobre a base do respeito e como viaxeiros, nom como turistas.

Quase o cumplirom. Quando estavamos no campo de geiseres o tipo já nos avisou, tedes 20 minutos para pasear e fazer fotos. Daí pasamos a umha piscina natural com agua a 30 ºC, 15 minutos. Logo furgalha até o povo indígena, polo caminho nos cruzamos com llamas e vicuñas (umha especie de cervos em serio perigo de extinçom) a furgalha nem parou para que poideramos ve-las com calma e sacar fotos. O mesmo com diferentes tipos de aves que habitam o altiplano. A visita ao povo outros 20 minutos para ver umha igreja, mercar gorros e roupa varia, comer carne de llama a brasa ou ir a um regato onde estavam pastando mais llamas estratégicamente colocadas. O povo devia ter 6 habitantes. O ponto final foi o passeio de trekking. Havia 40 minutos para fazelo, 20 para ir e outro tanto para voltar. O objectivo era ver um cactus gigante (sinceiramente nom era para tanto). Nese ponto tivem umha enganchada porque o tipo vinha a chamar-nos a atençom de que foramos mais rápido, que senom demoravamos muito.

Nom gostei absolutamente nada. Se podo é a última vez que colho um circuito destes organizados.
Agora mesmo som as 14:00 e estamos totalmente derrotados. Imos a pasar um dia mais em San Pedro, e depois tiraremos para Valparaiso, a 1800 quilómetros daquí. Menudo tute que nos imos meter, mas bom ainda nos queda um dia mais neste povo tam bonito.
