Descubrindo a Petit Paris, Dalat [ go ]
Olá compas!
Depois da experiência no Delta do Mekong e de dous dias invertidos em fazer apenas 500 km. já chegamos a Dalat, nas terras altas centrais. Até aquí chegamos desde Ho Chi Minh City num aviom bihélice desdes que se movem mogolhom e que fam um ruido tremendo. Foi a minha primeira experiência nesse tipo de voos e espero nom ter que voltar a ir num deles.

Dalat é um oasis climático no Vietname, é a cidade da eterna primaveira, com umha temperatura estável entre os 15 e os 20 ºC e com umha humidade do 70% significa pasar de um pais onde andar 100 metros supom rematar todo cheio de sudor e com um sofoque premenopáusico a um outro pais muito similar ao clima que podemos ter na Galiza. Até tivemos que ponher-nos as sudadeiras que trouxemos para a viagem de regreso!
Polo de agora apenas conhezemos a cidade, ontem tivemos tempo para fazer o check-in no hotel e ir passeando até o restaurante onde iamos a cear. Polo caminho já nos entrou um "Easy rider", que som uns guias-motoristas de 50 ou 60 tacos que te levam numhas motos bastante grandes a conhecer a zona. Polo que pom a guia e as multiples libretas que sacam com recomendaçons de anteriores clientes a cousa pinta bastante bem. Os contratamos para ir manha a conhezer os arredores de Dalat.
A cidade está muito melhor cuidada que as que levo conhezido no resto do Vietname, até há beirarruas! A densidade do tráfico nom é demasiado alta e parece que os vietnamitas nom som tam porcos nesta parte do país. Esto é que polo menos nom se adicam a estar escupindo continuamente na rua ou a tirar todo tipo de restos orgánicos em qualquer lugar menos nos caldeiros do lixo.
Como já contava a cidade era um refugio para os franceses de Saigon e se nota. A cidade têm arredor de 3000 palacetes de mediados do século XX. Campo de golfe, lago artificial, parques… Se te abstraes um pouco podes verte no que seria o Vietname colonial dos anos 40. Até tenhem vinho! que por suposto foi do que primeiro catamos ao chegar. Nom é um vega sicilia mas está bem rico. Com um sabor a froitas do bosque dulzonas que fai que o bebas sem contempaçons. Si, si, onte tivemos que voltar para o hotel em taxi.
De passeio em Xe Loi [ go ]
Monte San, acabando o Delta do Mekong [ go ]
Olá de novo!
Hoje estivemos a ver o Monte San, as vistas desde a cima som muito lindas, pode-se ver Cambodia e os inmensos campos de cultivo de arroz de esta zona do Delta do rio Mekong. Para subir a cima da montanha fixemos algo de trampa e alugamos um serviço de motocicleta que nos levou até arriba de todo. Na cima há um posto militar e varios postos que vendem augas e refrescos a gente que vai subindo andando, o qual nom entendo… para que estam os autobuses ou as motos?



Depois fumos baixando pola ladeira contrária a que subimos. A baixada está cheia de escaleiras, muitas delas húmidas e com fungos. Numha destas, a Pili meteu um resbalom e caeu de cu, um pouco mais e hai que enterrala ali mesmo. Agora, com retrospectiva e sabendo que a cousa quedou num pequeno moratom, a hostia foi para escachar da risa.
A baixada está cheia de mini-pagodas, nesta parte do país os tipos adornam com neons e com lucerio de todo tipo as estatuas, quedam mui divertidas, se em algumhas chega a haver uns dardos ainda se poderiam fazer umhas dianas.

Outras estátuas tenhem umha pinta horrível, parecem quitadas de umha peli de terror de série B. Polo menos as caras, nada é comparavel com as imagens de torturas e door que tem a iconografía cristiã.

Depois de ver o Monte San, estivemos a paseiar polo povo e a despedirnos de Chau Doc. Umha das cousas supreendentes foi toparnos com varios grupos de guiris espanhois por cá. Desde um grupo de vascos e vascas que já levavam 3 semanas polo Vietname e que iam dizindo alquelo de "Estos se piensan que todos los turistas somos ricos y tontos" o qual soa muito a típica gente escaldada com timo da estampita, é dizer, que igual quenes pensam que os vietnamitas som tontos som eles, até um outro grupo que se pasavam o dia no hotel entre a piscina, sauna, masagens… vamos o mesmo que estar num Spa de Torremolinos mas nas antípodas da sua casa. Umha forma curiosa de viajar polo mundo.
Eu o de toparme com espanhois o levo bastante mal, nom há nada que me fastidie mais que estar num restaurante ao ár livre tomando umha birra e um prato de gambas vietnamitas e escoitar alaridos com o sotaque característico dos pijos madrilenhos. Mas… todo o mundo têm dereito a ir-se de viagem, nom é?
Agora queda umha viagem de 6 horas em minibus tamanho vietnamita para HCMC, durmiremos lá e depois colheremos um voo doméstico para Dalat, umha estaçom de montanha que usaban os residentes franceses em Saigon para escapar do calor do verão vietnamita.
PD. Se o outro dia tocou inundaçom no hotel de Can Tho, hoje nos acaban de avisar que vam a fazer um simulacro de incéndio no hotel de Chau Doc. A sorte nos acompanha. Somos os portadores das desgracias no delta do Mekong.
Chau Doc, a amabilidade vietnamita [ go ]
Depois da película da inundaçom em Can Tho da que paresce ser que a causa foi umha pequena subida do nivel de agua no rio Mekong que provocou que se inundara umha parte da planta baixa do hotel, colhimos ruta cara Chau Doc. Umha pequena viagem de 4 horas em um minibus e por fim chegamos a esta cidade na fronteira com Cambodia.

Chau Doc é umha cidade bastante peculiar, nom têm taxis, o único serviço de transporte é o autobús local (que polo de agora nom vimos) ou os Xe Loi, umhas bicicletas normais as que lhe engadem um carro de duas rodas onte te subes. Muita gente (nom so os guiris) utilizam este sistema como método de transporte ou para mover mercancias. De todos jeitos e como no resto do Vietname centos e centos de pessoas utilizam as motos e as bicicletas para mover-se e quem têm moto se ofrece ao verte para levar-te a onde tu quixer por uns cantos dolares.
Chau Doc também é polo de agora a cidade mais amável de todo Vietname. Quando vas passeando pola cidade muitissima gente para a saudar-te, eles saúdam-nos em inglês e nós contestamos em Viet:
Viet: Hello!!
Nós: Xin Chao!!
Com o que as sonrisas estam aseguradas. A turistificaçom é mui tenue aqui e os occidentais caucásicos parecemos-lhe gente bastante curiosa, é mais, se miram a um occidental que se preocupou de preguntar como se di olá em vietnamita já flipam. Também é normal que te parem pola rua um grupo de rapazes e rapazas simplesmente para falar contigo e praticar um pouco do inglês que aprendem na escola. Com nós nom é que tenham muita sorte e a conversa nom soe pasar muito do seguinte:
Viet: Where are you from?
Nós: From Galiza!
Viet: What!!
Nós: Galiza, in the north of Portugal
Viet: What!!!!
Nós: Galiza, A small country in Europe
Viet: Ahhhhh! Calicaraza
Nós: no, the name is: G a l i z a
Viet: Yes, yes, Talisa

E aqui remata normalmente a conversa. É o que têm viver num pais desconhezido que nom sai nos mapas
Hoje patearemos mais o povo e colheremos umha moto para ir ao Monte San, umha colina de 300 metros de altura e a 5 km. de Chau Doc. O monte está cheio de pagodas e com um posto militar vietnamita na cima, de cando o conflito militar com Cambodia. Nesse conflito esta cidade foi bastante castigada, sufrindo incurssons dos jemeres vermelhos cambodianos liderados por Pol Pot que assasinarom a mais de 3.000 civis vietnamitas, muitos deles torturados até a morte. Numha das incursons em um povo cercano a Chau Doc, só houve duas pessoas supervivintes. Pouco depois de estes factos, o vietname invadiu Cambodia, dias depois China invadiu o Vietname e a cousa rematou em um par de semanas com a retirada do ejército chinês e a instauraçom de um governo provietnamita em Cambodia. Todo esto aconteceu em 1978, 3 anos depois de rematada a guerra de liberaçom contra os americanos. Hoje há monumentos de irmanamento entre Chau Doc e cidades de Cambodia.
Um pequecho descanso [ go ]
No delta do mekong conseguir umha conexom via wifi e tarefa impossivel, actualizarei em um par de dias ja desde Ho Chi Minh City. Todo marcha perfeitamente, o da inundacom nom tivo nenhuma importancia.
PD. Estou a tomar umhas pastis para o catarro que colhim aqui, som impresionantes, amarelas e rosas, um par delas e nom abres os olhos em 10 horas! Quem quere outras cousas!
Última hora, inundaçom no hotel [ go ]
Estavamos ponto de baixar a piscina depois de durmir umha pequena siesta quando comezamos a escoitar um barulho na zona da piscina. Estava-se a inundar o hotel…




Conhezendo o Delta do Mekong [ go ]
Olá de novo!
Depois do pessimo dia de ontem, hoje as cousas já marcham um pouco melhor, o mais importante que era o tema da tarjeta de crédito paresce que já está arranjado, polo menos hoje paguei umha botelha de auga e umha pizza com ela e nom houve problema. O tema me tinha bastante preocupado, quedar-te sem pelas no Vietname têm que ser umha experiência única!
Os problemas de saude paresce que vam solucionando-se. Com o cargamento de medicinas que trouxem tenho para automedicarme ante qualquer imprevisto menor e entre o colirio com antibiótico para o olho e os antitérminos paresce que a cousa vai bem.
Mas bom, do que é o sitio em si, Can Tho, capital do delta é umha cidade de 330.000 habitantes, com uns arredores mui poboados, quase 2 milhons de pessoas. Os diferentes rios o dominam todo, há auga cada 10 pasos de das e há bichos em consonancia com tal situaçom.

O tema dos mercados flotantes decepcionounos um pouco, pola descripçom da guia e polas fotos que tinhamos visto imaginavamos algo inmenso, milheiros de barcas ocupando todo o rio Mekong e fazendo negocios, ao final a cousa nom é nem parescido, ao melhor pode haver 100 barcas com 3 ou 4 pessoas por barca, sendo mais objectivo da manada de guiris que andamos com os teleobjectivos a fazer-lhes fotos que outra cousa.

Do resto que vimos de Can Tho chegamos a conclussom de que a cousa por aqui anda mal, serviços básicos como o alcantarilhado e auga corrente potável nom existem, as casas estam bastante feitas polvo e mui mui sujas e com condiçons higiénicas mui lamentáveis. Por ponher um caso, hoje fumos a visitar umha fábrica de noodles (umha especie de espaguetti feito com arroz que se consume muito aqui, em compostela se pode atopar no corte inglês) pois bem, o secadeiro da pasta de arroz estava pegado a varias quadras ao ar livre de porcos, todo o cham cheio de esterco e limo do rio… em fim, que melhor comer pizza polo de agora. A gente é bastante amável e com umha sorrisa se curam todos os perjuizos higiénicos mas bom, que a cousa nom anda mui bem polo menos polo que temos visto nós.

Também estivemos hoje de visita num templo Cao Dai, muitisimo mais pequecho que o que vimos o outro dia. A este meterom-lhe uns neons para acompanhar a decoraçom e entre os colores chirriantes, esvásticas e estatuas por todos lados a cousa nom deixa indiferente a ni dios.

E pouco mais que contar, manha moveremonos a Chau Doc, justo na fronteira com Cambodia. É a capital vietnamita das piscifactorias, practicamente em cada casa há umha. Também é umha zona famosa no conflito bélico que tuvo Vietnam com os Jemeres Rojos cambodianos em 1978 e que se caracterizou polas masacres contra a povoaçom civil por parte de Pol Pot. A ver como pinta a cousa.
Mal dia [ go ]
Hoje foi um dia desses para olvidar. Primeiro o taxista que nos levou desde o hotel para a estaçom de autocarros nos quere vender um bilhete novo para ir a Can Tho, se lhe abre o maletero com o coche em marcha e quedam as mochilas ao alcance de calquera motorista (e como hai poucos em HCMC…), para seguir nos tima com o preço e rematamos pagando umha barbaridade (o 20% do salario minimo em Vietname, 10 euros mais ou menos) por um trajecto de 10 kilómetros. O minibus no que tinhamos bilhete vai cheio aos topes e com o aire acondicionado tam forte que paresceia o polo norte aquelo (4 horas alí metidos), no hotel de Can Tho temos que protestar varias veces porque nos dam a habitaçom que nom era, nos ponhem mala cara porque ao contratar o quarto pola rede é mais barato e esso paresce que nom lhes gusta (o preço aqui é umha barbaridade, arredor de 200 USD por noite), a auga do cuarto de banho do hotel nom é potável, temos umha lagartija preciosa no cuarto… para rematala se me jode a tarjeta de dévito que trouxem (e espero que a visa funcione porque senom esto vai a ser um chiste) e como colofom final já penso que colhim gripe, moqueo mogolhom e tenho umha dor de cabeça insoportável. Todo aparte de que tenho o olho dereito como um tomate, deveu-se-me romper umha vena ou algo assim, pica-me bastante e o tenho-o irritadísimo e um pouco pechado demais.
Em fim, estupendamente no delta do mekong, agora a durmir e manha a levantar-se as 05:30 para ir em barca rio arriba a ver uns mercados flotantes.
Adeus temporal a HCMC [ go ]
Todo o bom se acava, e hoje remata para nós Ho Chi Minh City. Em um par de horas colhemos um microbus para Can Tho, cidade do delta do Mekong que têm muita fama polos mercados flotantes, esso é, que centos de barcas cargadas de mercancias juntam-se para mercar e vender cousas no rio.
Deixo-vos com um video que gravamos ontem sobre o tráfico em hora punta em HCMC, se o tráfico cá já é umha loucura, nom vos podedes imaginar como é quando sai a gente de trabalhar. As beirarruas convertem-se em estradas onde os motociclistas campam as suas anchas. Ver para crer.
Conselhos da Lonely Planet [ go ]
"Por honrados que parezcan los otros pasajeros (del autobus), no hay que aceptar nunca bebidas de nadie, existe la posibilidad de que droguen y roben al pasajero"
Lonely Planet Vietnam, pág. 499. Sobre viagens em autocarro.
